Mas o filme não fez assim tanto dinheiro, a critica e o público não gostaram muito... e por isso mesmo agora reiniciaram a saga com um novo filme que reúne uma nova equipa e dá um novo olhar à história (trailer? Aqui!). Yap. O Hulk voltou. E tem um penteado novo. Muito anos 80.
sábado, março 29, 2008
Filmes subvalorizados I
Mas o filme não fez assim tanto dinheiro, a critica e o público não gostaram muito... e por isso mesmo agora reiniciaram a saga com um novo filme que reúne uma nova equipa e dá um novo olhar à história (trailer? Aqui!). Yap. O Hulk voltou. E tem um penteado novo. Muito anos 80.
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domingo, março 02, 2008
Perfeição
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quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Oh raios...
E segundo este artigo, os executivos da Universal, Marc Shmuger e David Linde, contrataram Greengrass e Damon para mais um capítulo.
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sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Persépolis em sessão especial no El Corte Inglês
NOS CINEMAS UCI – EL CORTE INGLÈS
Para assinalar a estreia de PERSÉPOLIS já no próximo dia 21 de Fevereiro, a Midas Filmes vai organizar uma sessão especial à meia-noite de sábado, 16 de Fevereiro, nos Cinemas UCI – El Corte Inglês para os primeiros espectadores a querer ver em primeira mão a tão aguardada animação nomeada para um Óscar nessa mesma categoria. Na compra de um bilhete receberão um outro gratuito para a mesma sessão.
Recorde-se que o filme, realizado por Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud, e baseado na obra autobiográfica de Satrapi, mergulha em 15 anos da história do Irão, da deposição do regime do Xá, em 1978 e tomada do poder pelos fundamentalistas islâmicos, passando pela guerra Irão-Iraque, e até 1993, momento em que a jovem heroína do filme, decide que, para ser livre e emancipada, tem que deixar o seu país natal.
A história de PERSÉPOLIS é-nos contada atrás dos olhos de Marjane, uma criança de 9 anos, que vive em Teerão no seio de uma família culta, não se separa dos seus ténis Adidas, tem Bruce Lee como seu herói pessoal e passa boa parte do seu tempo em longas conversas com Deus e Marx.
Com um delicado equilíbrio entre a tragédia histórica e a comédia familiar, e o drama e a sátira social, PERSÉPOLIS é exímio não apenas na sua abordagem delicada aos conturbados acontecimentos que assolaram o Irão neste período, mas também no olhar destemido que lança sobre temas como a liberdade e repressão, o preconceito e o fundamentalismo religioso, e a ignorância e a intolerância.
Saiba mais sobre o filme em www.midas-filmes.pt"
E mais uma vez (e eu que o diga, que tenho aqui a colecção Tarkovsky...), obrigado à distribuidora Midas!
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quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Exemplar a todos os níveis
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quarta-feira, janeiro 30, 2008
Grandes Videoclips
Porque existem por aí videoclips que são autênticos grandes pequenos filmes, e porque existem por aì grandes realizadores a fazerem pequenos grandes videoclips... e porque era isso que o Michael Bay devia estar a fazer em vez de estar no cinema... e porque nada mais me agradaria do que falar de música de vez em quando neste meu espaço.
Inicio esta pequena rubrica com um videoclip cujo valor cinematográfico é inegável: o videoclip de "Bones", dos The Killers. E o seu valor cinematográfico é inegável porque quem o realizou foi nada mais nada menos que o grande... Tim Burton. E nota-se o seu estilo, quer seja nos ossos do guitarrista ou nos esqueletos em câmara lenta. Um excelente videoclip para uma excelente música, e aproveito para aqui proclamar a minha adoração pelo muitas vezes odiado álbum do qual esta música foi retirada: "Sam's Town", o segundo álbum dos The Killers, uma banda da qual sou um enorme admirador, e cujo segundo álbum demonstra um enorme salto de maturidade e criatividade em relação ao seu primeiro trabalho, o também excelente "Hot Fuss".
"Bones". Música dos The Killers, videoclip realizado por Tim Burton.
The Killers - Bones
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segunda-feira, janeiro 28, 2008
Ciclo de Cinema Nova Escola de Berlim
Programação:
5ª, dia 31.1, 21h30 – São Jorge 3
Sehnsucht / Anseio 2006, 85’
Valeska Grisebach
6ª, dia 1.2, 21h30 – São Jorge 3
Bungalow 2002, 84’
Ulrich Köhler
Sáb, dia 2.2, 19h – São Jorge 3
Marseille / Marselha 2004, 95’
Angela Schanelec
Sáb, dia 2.2, 21h30 – São Jorge 3
Ferien / Férias 2007, 91’
Thomas Arslan
Dom, dia 3.2, 21h30 – São Jorge 3
Nachmittag / Tarde 2006, 97’
Angela Schanelec
2ª, dia 4.2, 21h30 – São Jorge 3
Klassenfahrt / Excursão escolar 2002, 86’
Henner Winckler
3ª, dia 5.2, 21h30 – São Jorge 3
Schläfer / Adormecido 2005, 100’
Benjamin Heisenberg
4ª, dia 6.2, 19h – São Jorge 3
Wolfsburg / Wolfsburgo 2002, 93’
Christian Petzold
com a presença do realizador
Programação de André Dias, autor do blogue Ainda Não Começámos a Pensar.
Porque vale sempre, sempre a pena divulgar estes belos ciclos de cinema...
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quarta-feira, janeiro 23, 2008
Tão jovem...

Chocante e triste...
Tinha 28 anos e uma carreira que estava agora a atingir o auge. Poderá ter sido uma overdose de comprimidos para dormir acidental, já que Ledger sofria de insónias já há algum tempo.
O seu trabalho como Joker era um dos papéis que mais ansiava (e anseio) ver, e "Brokeback Mountain" revelou um potencial enorme. Esperava que Ledger crescesse mais, se tornasse num actor verdadeiramente portentoso. O seu potencial, o seu talento em bruto era enorme. Mas nunca veremos o amadurecimento deste actor, deste jovem, cuja carreira estava agora a atingir o auge. A sua escolha de papéis a interpretar revelava uma coragem digna de um grande actor, e tinha um futuro promissor à sua frente. Mas nunca veremos isso.
Morreu quando ainda tinha tanto para dar... não só a nós, cinéfilos, mas também à família e amigos. Era jovem. Tão jovem...
Que descanse em paz.
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segunda-feira, janeiro 14, 2008
David e o iPhone
Será lançado em breve (ou se calhar até já foi lançado e eu é que não me mantenho informado...) o iPhone, o telemóvel da Apple. Esse belo dispositivo permitirá, entre outras coisas, ver filmes no telemóvel. Algo inovador, sem dúvida. Mas... que pensará o nosso David Lynch acerca disto? Ora vejamos...
Tenho a certeza que a Apple também te adora, David! Raios, este homem é mesmo um espectáculo...
Eu, pessoalmente, tenho de concordar. É claro que se estivermos num longo voo de três horas e desejarmos ver o Magnolia pela enésima vez... está bem, aceita-se. Apenas porque é a enésima vez. Mas um filme (qualquer filme, seja ele um drama ou uma comédia romântica) deve ser visto pela primeira vez em condições minimamente aceitáveis... condições essas que um simples ecrã de telemóvel não consegue providenciar.
E vocês, o que acham?
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sexta-feira, janeiro 11, 2008
Aquela idade
Imagem de "O Castelo Andante", um filme que é todo ele sobre a perda dos medos infantis e a chegada à maturidade
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segunda-feira, janeiro 07, 2008
A Juventude
É, em praticamente duas horas, a essência de um jovem e o seu mundo. Não a essência de apenas uma geração, mas a da juventude em si. Senti uma fortíssima ligação com aquele trio de personagens (particularmente com Jim, interpretado por um espantoso James Dean) e com o seu mundo, todo ele tão realista e complexo, tal como... enfim, tal como o mundo é realmente. Não existem estereótipos, não existem assuntos simplificados... é apenas toda a essência de uma juventude tal como ela é. As relações com os pais (todos eles encarados de forma igualmente realista e complexa) e com os restantes membros de uma certa geração... todo o filme é de uma profundidade arrebatadora.
E há James Dean que se destaca por entre todas aquelas belas interpretações. James Dean, com a sua intensidade num papel que ficará para sempre gravado na minha memória. James Dean, provando aqui a razão do seu estatuto. James Dean, sempre fascinante e inigualável, com uma presença e uma intensidade digna de uma lenda. A sua presença acaba, pois, por ser um dos muitos trunfos de um filme que é todo ele absolutamente intemporal e perfeito.
Obra-Prima absoluta.
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sábado, janeiro 05, 2008
Top 10 de 2007
10-

Zodiac, de David Fincher
Um thriller magnificamente construído e profundamente envolvente como só Fincher consegue fazer. As interpretações são todas elas óptimas, e Fincher consegue na perfeição contar a história não do assassino, mas sim de um trio de personagens e da sua obcessão pela descoberta da identidade de um criminoso. Ambicioso e épico em termos humanos (na forma como aprofunda as suas personagens) e técnicos (na forma como retrata um longo período de tempo e os seus locais, dando uso a um brilhante e subtil uso de CGI).
9-
Paranoid Park, de Gus Van Sant
Falta-lhe talvez o poder do tema e na história geral de "Elephant", mas é sem sombra de dúvida um filme absolutamente soberbo. Van Sant atinge aqui um novo nível, revelando estar sobre controlo absoluto da sua arte, conseguindo criar momentos audiovisuais absolutamente notáveis. Mas o mais importante é sem dúvida a personagem principal e a sua história, e Van Sant consegue (mais uma vez) fazer um tocante retrato de uma geração, e daquilo que é ser um jovem.
8-


Ratatouille, de Brad Bird
Um filme de animação absolutamente maravilhoso. Seja na sua comédia fisica, no esplendor visual, ou no seu argumento acima do esperado no género (mesmo vindo da Pixar...), Ratatouille é um triunfo a todos os níveis, um filme de hoje que relembra curiosamente os filmes do passado. Sente-se aqui um espírito à la Disney, apenas actualizado ao cinema de animação de hoje, com um argumento complexo (será possível não nos matavilharmos com aquele crítico gastronómico?) e um estilo visual belíssimo. Um filme que coloca um enorme sorriso na cara e no espírito de qualquer um.
6-

Death Proof, de Quentin Tarantino
O filme Z de Tarantino. Uma homenagem a um género que o inspirou. "Death Proof" é o filme Z do presente, mantendo o espírito clássico característico do género. Temos aqui telemóveis, perseguições de carro mais elaboradas (e que espectacular que é aquela perseguição final!!), e... Kurt Russel. Além desta temática, Death Proof é um divertimento nostálgico espectacular... de todas as minhas idas ao cinema, esta foi sem dúvida uma das que mais divertiu (com aquele final...). Talvez não seja o melhor de Tarantino, mas dos seus filmes é sem dúvida o que mais entretém. Entretenimento feito por cinéfilos (Tarantino), para cinéfilos
5-

The Good Shepherd, de Robert DeNiro

Eastern Promises, de David Cronenberg
Cronenberg não desilude. Depois dos também óptimos "A History of Violence" e "Spider", Cronenberg mantémo seu cinema impregnado numa violência tão física quanto psicológica. Esta é, pois, uma interessantíssima fase do realizador, que parece afastar-se de robôs e homens que se transformam em moscas gigantes para se concentrar em universos mais... reais. Podemos identificar em "Eastern Promises" a violência que sempre existiu na filmografia do realizador, mas uma violência mais humana e realista. Cronenberg transporta-nos pelo universo da máfia russa de Londres, criando personagens que nunca são o que parecem, levando-nos pelas suas várias camadas. Viggo Mortensen tem uma interpretação poderosíssima, encarnando e emergindo-se a si mesmo na sua personagem. A violência e intensidade de um mundo como apenas Cronenberg consegue retratar... particularmente neste caso, quando este mundo está tão perto do nosso. Pois"Eastern Promises" é, acima de tudo (por entre a violência e intensidade), um filme profundamente humano. E tem aquela que é talvez uma das mais intensas cenas que jamais vi numa sala de cinema.
3-

Redacted, de Brian De Palma
Com toda a nova tecnologia e meios de comunicação desta nova era, De Palma revela um nova forma de fazer cinema. Redacted é cinema experimental no seu melhor, esteticamente espectacular... e é ainda um filme emocionalmente poderosíssimo, sendo um profundo estudo da natureza humana e da actual sociedade. É um filme anti-guerra, sim, mas é, acima disso, um filme pró-verdade.
2-

Letters from Iwo Jima, de Clint Eastwood
Eastwood é um cineasta grandioso, sendo (juntamente com Scorsese, entre poucos outros) um dos grandes cineastas clássicos do cinema actual. Eastwood é um contador de histórias fascinado com as personagens da história que está a relatar, e a dimensão humana de "Letters from Iwo Jima" é arrebatadora. Esta é uma obra-prima que nos toca verdadeiramente no âmago, um filme poderosíssimo, que nos revela (juntamente com "Flags of Our Fathers"), a verdadeira dimensão daquilo que é uma guerra.
1-

The Fountain, de Darren Aronofsky
Oh vá lá... quem é que já não estava à espera desta? Aqueles que costumam ler este blogue já sabem há meses que filme ocuparia este lugar no meu top de 2007. Com uma larga vantagem sobre os restantes filmes do top, "The Fountain" é, pura e simplesmente, um dos grandes filmes da minha (ainda curta, e por isso é que odeio dizer isto... mas é mesmo...) vida. Visionário, emocionalmente e visualmente arrebatador, uma experiência sensorial... este é, de longe, o meu filme preferido de 2007.
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domingo, dezembro 30, 2007
Uma pequena pausa
Por motivos técnicos (o PC enlouqueceu!!), farei uma pequena pausa no Cinefolia. Uma chatice, já que tinha aqui uma bela ideia para um post que terá de ficar adiada... enfim. Irritante pausa inesperada...
Regressarei o mais rapidamente possível (com qualquer coisa acerca da minha primeira curta-metragem (que por acaso parece que não vai ficar assim tão curta) e da bela experiência que tem sido), com problemas técnicos resolvidos e um PC um pouco mais calmo.
E agora... DESEJO-VOS A TODOS UM BELO E PRÓSPERO ANO NOVO!! (peço desculpa pelo caps, mas devido às questões técnicas previamente mencionadas, não consigo modificar em nada o formato da escrita).
/inserir aqui uma qualquer imagem agradável de carácter cinematográfico que transmita de qualquer forma a mensagem mencionada em cima (pois... também não consigo colocar imagens...)
BOM 2008 A TODOS, E ATÉ BREVE!!
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domingo, dezembro 23, 2007
Feliz Natal/Hannukah/etc!

E que recebam belas prendas de alto calibre cinematográfico (olhem que o Blade Runner e a colecção Stanley Kubrick já estão à venda...)!
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sábado, dezembro 22, 2007
Desperdício
E heis que as regras do género fantástico se começam a definir: atira-se para lá um jovem qualquer que parte numa aventura, adiciona-se uma profecia qualquer, e cria-se uma organização malvada (ou apenas um vilão ou uma vilã) que quer deter a criança. Já tivemos o Frodo, o Potter, os irmãos das Crónicas de Narnia, e agora temos a jovem Lyra. Mas enquanto que, à excepção do de Lyra, todos estes filmes anteriores se destacavam nem que fosse nalgum aspecto (seja os magníficos efeitos visuais da Weta, a interessante vertente emocional da história de Potter, ou... enfim, basicamente tudo na trilogia de Peter Jackson), "A Bússola Dourada" é banal em todos os aspectos. A história é previsível e nada interessante; os efeitos visuais não de destacam em comparação com o que se faz actualmente (ou com o que já se fez...); e os actores não têm grande coisa que fazer. Chris Weistz, o realizador, tinha desistido do projecto há alguns anos atrás por achar que este era simplesmente um filme demasiado complicado de fazer. Infelizmente, acabou por retomar o projecto anos depois... e o resultado chega agora.
A Bússola Dourada" é a adaptação do primeiro de uma trilogia literária escrita por Phillip Pullman. E se como filme é mau, como adaptação é ainda pior. Trata-se de uma simples banalização e simplificação de uma bela obra literária, tentando ao máximo copiar e seguir as tais regras que este género começa a criar. A história move-se a pontapé, as personagens parecem robôs, e nem mesmo a níveis mais técnicos o filme se destaca.
O que é que sobra? Enfim... a Nicole Kidman está magnífica como sempre, iluminando o ecrã sempre que aparece (pena é que não apareça assim tantas vezes...)... e os ursos polares estão engraçados. Mas isso em nada compensa um filme que parece ter sido todo ele feito por robôs, e que no espectador consegue apenas despertar um sentimento: o de apatia.
A Bússola Dourada" é, pois, nada mais nada menos que um desperdício de tempo e dinheiro.
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quarta-feira, dezembro 19, 2007
Joker(s)
Dois actores diferentes em dois universos diferentes a interpretarem a mesma personagem. Diga-se a mesma apenas em nome e aspecto. Enquanto que o Joker de Nicholson, do universo de Burton, era mais colorido, repleto de humor negro e ainda assim absolutamente louco, o de Ledger, do universo de Nolan, parece manter algum do humor, mas é menos colorido e mais realista.
A interpretação de Nicholson é fabulosa. A de Ledger... parece ir no mesmo caminho. Detestei "Batman Begins" e no geral não aprecio o cinema de Christopher Nolan... mas este "The Dark Knight" irá valer nem que seja pela abordagem de Ledger a uma excelente personagem.
O trailer da sequela de "Batman Begins" pode ser visto aqui.
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domingo, dezembro 09, 2007
Palavras para quê...?
Trailer de Speed Racer, de Andy e Larry Wachowski.
E voilá... foi revelado aquele que será o mais visualmente estimulante blockbuster de 2008. É diferente de tudo aquilo que jamais poderia ter imaginado... e parece muito, muito bom.
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quarta-feira, dezembro 05, 2007
The Fountain, de Darren Aronofsky

Existem sete tipos de filmes: os filmes péssimos/ridículos, nada mas que perdas de tempo em que todos os aspectos são de um falhanço agonizante; os filmes maus, em que existem algumas ideias que se podem aproveitar, mas em que o mau simplesmente afunda o bom, provocando por vezes uma verdadeira frustração no espectador, ao fazê-lo ver o potencial desperdiçado; os filmes banais, que não são bons nem maus... simplesmente vêm-se, providenciando ainda que a um nível muito básico um qualquer tipo de bom divertimento ao espectador; os filmes bons, em que o espectador sai satisfeito da sala de cinema, e em que os vários bons aspectos do filme suprimem as suas também óbvias falhas; os filmes muito bons/excelentes, filmes verdadeiramente óptimos que, não sendo Obras-Primas, conseguem ser verdadeiros pedaços de Cinema com C capital; as Obras-Primas, filmes incríveis, espectaculares, que despertam no espectador um rol de emoções como só o Cinema consegue fazer, filmes que são verdadeiras viagens de descoberta; e há ainda os filmes que podem ser chamados de "transcendentais"... filmes que vão além do que poderíamos julgar possível no Cinema, filmes que inovam, revolucionam, sendo ao mesmo tempo fontes de incríveis sentimentos e de... creio que podemos chamar-lhe de "iluminação"... filmes que passam a viver com o espectador, que o marcam verdadeiramente, que têm si tudo que de mais belo há não só no Cinema... filmes que são experiências de vida.
Ao olharmos para a ainda curta filmografia de Darren Aronofsky, é chocante verificar que, de apenas três filmes, dois deles enquadram-se nesta última categoria.
"Pi" foi um excelente filme, todo ele extremamente bem escrito e realizado, revelador acima de tudo de um potencial fabuloso por parte do seu realizador.
"Requiem for a Dream" foi incrível. Uma lição de vida, uma experiência emocional e sensorial arrebatadora. Aronofsky explora ao máximo o seu estilo expressionista, com o objectivo de colocar o espectador na pele das personagens, transmitindo um ambiente deprimente, realista, humano, e acima de tudo, poderoso. É um filme marcante, uma obra absolutamente incrível.

E depois veio "The Fountain". Um filme ainda mais indescritível e poderoso que "Requiem for a Dream" (ainda que de formas muito diferentes), e sem dúvida muito, muito mais pessoal. Aronofsky disse por várias vezes que o seu objectivo era fazer algo inovador dentro do género de Ficção Científica, algo que nós, o público, nunca tivéssemos visto. Tudo isto com uma história extremamente pessoal para o realizador, uma história que mostrava, basicamente, aquilo que este pensava acerca da vida, da morte, e do amor.
Aronofsky demorou seis anos a fazer o filme. Inicialmente, Brad Pitt e Cate Blanchett seriam os protagonistas... mas Pitt abandonou o projecto quando este estava em pré-produção (alegando supostas "divergências artísticas" com Aronofsky) e o projecto foi encerrado. E assim ficou durante muito tempo. Aronofsky, no entanto, não decidiu de contar a sua história... e se não o conseguia fazer numa arte, fá-lo-ia noutra: a arte da Banda-Desenhada. Contactou a Vertigo, e do seu argumento fez-se um excelente comic.
Mas, ainda assim, "The Fountain" não abandonava a mente de Aronofsky. Atormentava-o, aquele filme que ficou por fazer.
E então Aronofsky lembrou-se daquilo que era e é: um cineasta independente. E, baseando--se nisso, reescreveu o argumento. Fê-lo mais pessoal e menos espectacular... mais sentimentos, menos batalhas com centenas de guerreiros. Fê-lo (segundo ele próprio) "Não para agradar a ninguém, mas apenas pelo prazer da escrita, pelo prazer de contar uma história que significa verdadeiramente algo".
Já não era necessário um grande orçamento nem grandes estrelas. Mas dois enormes talentos do cinema actual nunca fizeram mal a ninguém, por isso Aronofsky colocou Rachel Weisz (a sua noiva) no filme, e contactou Hugh Jackman após o ter visto num musical na Austrális. Jackman leu numa noite o argumento, e no dia seguinte decidiu entrar no projecto. De forma a manter o orçamento o mais baixo possível, ambos os actores concordaram em receber um ordenado inferior ao normal.
Isto revela o óbvio empenho de Aronofsky em fazer este filme. E, de facto, "The Fountain" é como se o realizador tivesse retirado a sua alma do corpo, e a partir dela feito um filme. É um filme todo ele incrivelmente bem feito, como seu tudo fluisse directamente da mente de Aronofsky, como se este tivesse cada som, cada imagem perfeitamente calculada, pensada e imaginada. De todos os filmes que vi até hoje, "The Fountain" é aquele que flúi melhor. É como um enorme poema, todo ele declamado sempre com o tom correcto, tudo se encaixando perfeitamente.

Aronofsky é, obviamente, um realizador que tem o controlo total sobre todos os aspectos do filme. Desde a fabulosa fotografia de Matthew Libatique (visualmente, nunca se viu nada assim... o uso da microfotografia em vez de CGI é incrível) à banda-sonora de Clint Mansell (banda-sonora que já estava completa antes sequer de Aronofsky ter começado a filmar), a presença de Aronofsky está lá. O realizador trabalha intimamente com os seus colaboradores, no sentido de espremer o mais possível o seu potencial, aquilo que o criador deseja. Tal presença pode apenas ser comparada à de outros génios como Martin Scorsese, Quentin Tarantino, ou Park Chan-Wook (entre (não muitos) outros, claro).
Em "The Fountain", tudo é perfeito.
Falar da trama desta obra não é muito importante. "The Fountain" é para ser sentido, não percebido. Três histórias (uma no passado, outra no presente, e outra no futuro), onde Hugh Jackman é, respectivamente, um conquistador espanhol em busca da Árvore de Vida, um neurocirurgião a tentar curar o tumor da sua mulher (Rachel Weisz, que em todas as histórias interpreta a sua amada... quer seja, a sua mulher, ou uma rainha espanhola...), e um astronauta viajando numa nave (nave esta que é nada mais nada menos que uma bolha gigante... inovador e visualmente espectacular, no mínimo). Todas as histórias se interligam, convergindo na criação de uma única e epica história que é a viagem de um homem desde a escuridão à luz, viagem esta moticada pela mais nobre de todas as razões: o Amor.
"The Fountain" fala da morte e da sua aceitação, de renascimento, do amor... a sua lição é, talvez (e particularmente na sociedade actual), chocante para muitos... mas sem dúvida importante e necessária. A história é obviamente subjectiva e aberta à interpretação. Mas a história desta obra é talvez dos seus aspectos que menos importam... pois este filme (tal como já disse) é para ser sentido, não racionalizado. Até porque, seja qual for a interpretação de cada um, a lição do filme e os seus sentimentos são imutáveis. Tal como Aronofsky disse, ""The Fountain" é bastante como um cubo de Rubick, no qual há várias formas de este ser resolvido, mas no final existe apenas uma solução".
Jackman e Weisz interpretam na perfeição um casal apaixonado. A interpretação de Jackman é particularmente notável. A sua intensidade sempre realista e arrebatadora é simplesmente incrível.

Este é um filme único. Aronofsky queria fazer algo diferente e inovador... e foi isso mesmo que fez. É por isso compreensível que existam aqueles que o adoram e aqueles o odeiam. Pessoalmente, amo-o. Considero-o um dos filmes da minha (ainda bastante curta, diga-se de passagem) vida. "The Fountain" é um filme que vive comigo, que me influencia, que me marcou. Não é um filme para todos, claro. Mas é um filme que deve ser visto, nem que seja pela obra única que é.
Quanto a mim, deve ser visto pela obra transcendental que é. Pela viagem emocional e sensatorial. Pela fotografia de Libatique, a banda-sonora de Mansell, e as interpretações de Jackman e Weisz. Mas vale, acima de tudo, pela visão de Aronofsky.
Pois ele é um visionário, e aquilo que ele viu foi isto.
10/10
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terça-feira, novembro 27, 2007
Momento hilariante do dia IV
Este é... absolutamente brilhante. Do melhor que Seth Green e companhia já fizeram no seu excelente programa de sketches: Robot Chicken.
Simplesmente magnífico...
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sábado, novembro 24, 2007
Pequena descoberta do dia
Pequenas imagens dos bastidores de "Requiem for a Dream". Extremamente interessante, nem que seja para ver a forma como Aronofsky se comporta durante as filmagens de uma das suas Obras-Primas.
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terça-feira, novembro 20, 2007
Então... será que este vai ser um daqueles directos para DVD?
"Night Watch" estreou nas nossas salas de cinema em Setembro (se não me engano) de 2005. Foi largamente publicitado como o primeiro capítulo de uma trilogia, baseada numa famosa saga literária russa. Foi um excelente e visualmente único filme de fantasia, uma pequena delícia que adorei ver numa sala de cinema. Seria de esperar, tendo sido lançado o primeiro capítulo nos cinemas nacionais, que o mesmo acontecesse com o segundo, "Day Watch". O filme estreou em Junho deste ano nos Estados Unidos, tendo sido lançado em Setembro e Outubro por vários países europeus. Mas, curiosamente... por cá nem tem estreia marcada. E eu, pessoalmente, começo a ficar assustado. Porque, tendo gostado bastante do primeiro capítulo, estou desejoso de ver o segundo. E tendo em conta que o segundo deve ser visuallmente tão espectacular como o primeiro... ficava bastante chateado se não pudesse ver isto no cinema. Mas começo a desconfiar que é isto mesmo que vai acontecer.
Enfim, espero bem que isto estreie por cá, nem que seja só no próximo ano... mas desconfio que vamos ter mais um "A Scanner Darkly" para adicionar à lista (ou então ainda hão-de lançar o filme só em duas salas...).
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domingo, novembro 18, 2007
O Poeta do Som/Imagens

Se existe um filme que demonstra verdadeiramente a forma como Gus Van Sant consegue pegar em imagens em movimento (ou não), e a partir delas fazer algo de uma inegável vaga de sentimentos e de uma melancolia profunda... esse filme é "Paranoid Park". Com esta obra, Van Sant leva o seu fabuloso controlo do som e da imagem a um novo nível. Tal controlo já tinha sido mostrado nos seus anteriores filmes (particularmente com "Elephant")... mas desta vez, Van Sant atingiu verdadeiramente um novo patamar. O uso do som e das imagens (seja de um duche em que a câmara-lenta e o ensurdecedor barulho de fundo mostram o desespero da personagem principal, ou de jovens a andar de skate com um sorriso na face) são apenas instrumentos que Van Sant usa para nos colocar dentro da mente e do coração da sua personagem principal. Neste caso, Alex Tremain, um jovem que se vê envolvido na morte acidental de um segurança. Os sentimentos de culpa de tal acto aliados o isolamento típico da juventude são mostrados de forma perfeita por Van Sant, que sabe como ninguém captar a essência de uma juventude/geração. Nunca vemos Alex chorar. Nunca o vemos numa explosão de fúria ou de dor. Porque, num adolescente, o mais importante é sempre aquilo que não vemos... o interior, não a superfície. Porque existe sempre algo mais para um jovem nesta fase da vida. Algo mais que a guerra do Iraque, algo mais que as aulas de biologia... existe (como chega a dizer Alex) "um universo de cenas superiores". E apenas Van Sant consegue recriar de forma magnífica os conturbados sentimentos da adolescência... apenas ele nos consegue convidar a olhar para o verdadeiro interior das suas personagens, símbolos de uma geração, de uma juventude. Um dos filmes do ano (mas aviso já para nao ficarem à espera de algo melhor que "Elephant"!). Visualmente maravilhoso (é espectacular o que este homem fez com os skaters... e o Van Sant aliado ao Christopher Doyle...) e emocionalmente poderosíssimo.
Este filme voi visionado na última sessão do European Film Festival. Um festival que, segundo me informaram, não verificou grande afluência por parte do público. Algo compreensível, devido aos problemas de organização, à falta de pulicidade, e à falta de interesse que a imprensa revelou pelo festival. Já para não falar do espaço... aquela placa a dizer que a entrada era interdita a menores de 18 anis deve ter assustado muito boa gente (enfim... eu lá tive de entrar por uma entrada lateral, que dava acesso directo á sala...).
Pessoalmente, desejo verdadeiramente uma nova edição deste festival no próximo ano. Que se mantenha a qualidade da selecção de obras... e que se melhore a organização do festival (eu nem tenho razões de queixa, mas por mais de duas ou três vezes modificaram à última da hora a programação).
Se no próximo ano houver uma seguna edição... lá estarei.
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sexta-feira, novembro 16, 2007
Trailer de "The Air I Breathe"
Uma pequena desilusão, este trailer. É bem provável que seja uma tentativa do estúdio de banalizar e comercializar um filme único e experimental (alguém se lembra do trailer do "The Fountain"?)... a ver vamos... De qualquer forma, continuo extremamente ansioso por este filme. Nem que seja pelo elenco...
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segunda-feira, novembro 12, 2007
Tão controverso e importante quanto genial

"Redacted" é um filme que apenas um génio como Brian De Palma conseguiria fazer. Um filme que conjuga de forma incrível a noção do real e de ficção, usando tudo desde vídeos do Youtube, reportagens de televisões árabes... e um elenco de actores amadores simplesmente fabuloso. Apenas um realizador como De Palma teria o talento necessário e a coragem de fazer um filme tão experimental e único. E há ainda a mensagem desta Obra-Prima. Pois "Redacted" não é um simples filme anti-guerra... este é, acima de tudo, um filme pró-verdade.
Um dos filmes do ano. Tem estreia marcada no nosso país para 6 de Dezembro, onde estreará com o título de "Censurado".
Visionei esta Obra-Prima ontem no European Film Festival que está de momento a decorrer no Estoril (e do qual já aqui devia ter falado há mais tempo, mas enfim...). Para mais informações, consultem o site oficial.
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segunda-feira, outubro 29, 2007
Fast-food cinematográfico?

Em quatro anos, quatro filmes. Devo admitir que apenas vi os primeiros dois (o primeiro foi minimamente interessante, o segundo uma perda de tempo), mas pergunto-me... será esta uma fórmula de "quantidade acima de qualidade" aplicada ao cinema? Será que necessitamos mesmo de tantas sequelas?
Enfim, seja a resposta afirmativa ou negativa, Saw V e Saw VI já estão confirmados. E Saw IV fez 30 milhões no primeiro fim-de-semana.
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sábado, outubro 27, 2007
80 anos depois

E 80 anos depois, "Metropolis" continua a ser um filme futurista e... profético. Visualmente espectacular e moralmente poderosíssimo, este filme é cinema sci-fi no seu melhor. 80 anos depois.
"Metropolis" é incrível. Absolutamente incrível.
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quarta-feira, outubro 24, 2007
Trailer de "Slipstream", um filme escrito, realizado e interpretado por... Anthony Hopkins
Escrito e realizado pelo (grande) Anthony Hopkins, "Slipstream" é a história de um já velho argumentista (interpretado pelo próprio Hopkins) que passou toda a sua vida a viver em dois mundos: o mundo real, e o seu próprio mundo interior. Enquanto trabalhava num novo argumento, e sem sabendo que a sua mente estava à beira da implosão, as suas personagens começam a aparecer misteriosamente na sua vida em carne e osso.
Hopkins definiu "Slipstream" como um filme "estranho e peculiar". E, de facto, aqueles que já o viram concordam com o realizador.
A história (e o trailer) parece-me extremamente interessante... e o facto de vir da mente de um dos grandes actores do cinema contemporâneo aguça ainda mais o meu interesse.
Aqui está o trailer:
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sábado, outubro 20, 2007
INTENSO

Mais intenso que tipos por aí a balançar em teias. Mais intenso que uma luta de piratas em cima de um mastro no meio de uma tempestade. Mais intenso que robôs gigantes a lutarem uns contra os outros enquanto se transformam em veículos.
Porque, afinal de contas, o CGI é uma bela ferramenta... mas não há nada melhor que cenas de acção à antiga. Cenas de acção realistas, em que as personagens sangram e parecem estar mesmo em perigo.
"The Bourne Ultimatum" dá-nos tudo isso, juntamente com a fabulosa história de uma personagem dotada de uma complexidade moral como raramente se vê neste tipo de cinema. Quanto a mim, é um clássico instantâneo. E o final perfeito para uma excelente trilogia.
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quinta-feira, outubro 18, 2007
Spielberg e Jackson realizam terceiro capítulo da trilogia de "Tintin"... em conjunto?!

Numa recente entrevista, Steven Spielberg afirmou que ele próprio e Peter Jackson estão à procura de um realizador para o terceiro capítulo da sua trilogia de "Tintin"... mas ponderam, ainda assim, a possibilidade de realizarem o terceiro filme em conjunto.
Ainda não sei exactamente o que pensar em relação a isto. Cresci a ler os livros de banda-desenhada e a ver a série de animação (ahh a nostalgia que esta imagem aqui de cima me transmite...)... e não consigo imaginar o universo de Hergé numa versão cinematográfica. Fico satisfeito por serem estas duas grandes mentes a criarem a adaptação, e por terem decidido fazer os filmes em CGI... mas, muito sinceramente, não consigo evitar estar um pouco céptico.
Mas, ainda assim... um filme realizado por Jackson e Spielberg em conjunto? Isso seria o sonho de qualquer cinéfilo.
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quinta-feira, outubro 11, 2007
Momento hilariante do dia IV

Vale sempre a pena descobrir ou recordar...
Os 15 Factos mais importantes sobre Chuck Norris
Facto nº 1: As armas não matam pessoas. Chuck Norris é que mata pessoas.
Facto nº 2: A maior exportação proveniente de Chuck Norris é Dor.
Facto nº 3: Não existe nenhum queixo por baixo da barba de Chuck Norris. Existe apenas mais um punho.
Facto nº 4: Chuck Norris guia uma carrinha de gelados coberta de caveiras humanas.
Facto nº 5: As lágrimas de Chuck Norris curam o cancro. É uma pena que ele nunca tenha chorado.
Facto nº 6: Chuck Norris não vai à caça... ELE VAI À MATANÇA.
Facto nº 7: Chuck Norris não dorme. Ele espera.
Facto nº 8: Não existe nenhuma teoria sobre a evolução. Apenas uma lista de criaturas às quais o Chuck Norris permite a existência.
Facto nº 9: Chuck Norris não usa um relógio. Ele DECIDE que horas é que são.
Facto nº 10: Chuck Norris é a razão pela qual o Wally se esconde.
Facto nº 11: Chuck Norris contou até o infinito... duas vezes.
Facto nº 12: Chuck Norris não escreve livros. As palavras simplesmente se agrupam por medo.
Facto nº 13: Chuck Norris inventou o preto. De facto, ele inventou todo o espectro de cores visíveis. Menos o cor-de-rosa... o Tom Cruise é que inventou esse.
Facto nº 14: Não existem armas de destruição maciça no Iraque. Chuck Norris vive no Oklahoma.
Facto nº 15: Chuck Norris tem um profundo e grandioso respeito pela vida humana... a não ser que esta se ponha no seu caminho.
Podem consultar todos os factos aqui. Consultem-nos, ou sentirão a fúria de Chuck Norris.
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sexta-feira, outubro 05, 2007
Trailer de Sweeney Todd!
Tal como já disse, este é um dos filmes que mais anseio. E tal ansidedade é perfeitamente justificada por este trailer.
Ahh como seria bom se isto cá chegasse no Natal...
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segunda-feira, outubro 01, 2007
Novo trailer de Wall-E

Lembro-me de ter visto teaser desta próxima obra da Pixar antes do magnífico "Ratatouille", e de ter pensado para mim mesmo... "Isto vai ser algo especial". É claro que... enfim, se é da Pixar, que outra coisa seria de esperar? "Wall-E", no entanto, parece verdadeiramente maravilhoso e único, diferente daquilo que este estúdio fez até agora. O novo trailer (em francês), está aqui, e apesar de não mostrar muito mais que o teaser, fez-me pensar com maior intensidade exactamente o mesmo que esse primeiro vislumbre... isto há-de ser algo especial.
E sairá no mesmo ano da próxima obra de Myiazaki, "Ponyo on the Cliff"... palpita-me que 2008 será um maravilhoso ano para o cinema de animação. Porque Myiazaki nunca desaponta. E a Pixar também não (apesar de ainda não ter visto "Cars", essa tão chamada obra menor do estúdio...).
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sábado, setembro 29, 2007
E agora, algo completamente diferente

Sou um enorme fã dos Monty Python. De facto, grande parte da minha infância foi passada sentada em frente à televisão a ver as cassetes dos vários episódios e filmes deste incrível grupo que o meu pai foi gravando ao longo da sua vida. Os Monty Python fizeram algum do melhor humor que eu jamais vi, e deram-nos tais pérolas cinematográficas como "Em Busca do Cálice Sagrado" ou "O Sentido da Vida" (um filme que tem momentos de humor tão bons que existem alturas em que eu fico simplesmente parvo a olhar para o ecrã).
Foi, por isso, com algum cepticismo que entrei no Casino de Lisboa para ver "Os Melhores Sketches dos Monty Python", um espectáculo em que um elenco de luxo (Miguel Guilherme, Jorge Mourato, António Feio, Bruno Nogueira, e José Pedro Gomes) interpreta alguns dos mais conhecidos sketches deste tão famoso grupo... sketches traduzidos e adaptados à língua portuguesa. E esta ideia não me agradava muito. Se tentassem fazer algo novo a partir dos sketches, sem se manterem fiéis ao espírito Python... o espectáculo seria um fracasso. Porque, apesar de a equipa envolvida ser sem dúvida talentosa (além do elenco, Nuno Markl foi quem fez a adaptação/tradução dos sketches)... ninguém, mas ninguém, chega aos calcanhares dos Monty Python.
É, por isso, com uma enorme satisfação que digo que o especáculo é muito bom. Mesmo muito, muito bom. É, acima de tudo, uma magnífica homenagem, extremamente fiel ao espírito dos Python... havendo ainda espaço para uma ou outra piadita tipicamente portuguesa. O elenco é todo ele óptimo (fiquei, acima de tudo, impressionado com o Jorge Mourato, que me parecia ser o mais fraquito do elenco... mas que teve também ele uma performance fabulosa), as traduções/adaptações excelentes.. e é nostálgico ouvir o tema dos Monty Python a tocar por algumas vezes ao longo do espectáculo, ou até mesmo a voz do António Feio a dizer "E agora, algo totalmente diferente".
E além disso, a equipa atreveu-se mesmo a ir onde eu julguei que não se atreveriam, já que os sketches dos Python são mais longos e mais complexos que o normal... esperava que se ficassem pelos sketches mais curtos, mas chegaram mesmo a fazer aquele que eu considero um dos mais complexos, longos, e melhores sketches que os Python já fizeram: o incrível sketch d'A Piada Mortal.
Por isso, sejam ou não fãs dos Python, vão o mais rapidamente possível ver este maravilhoso espectáculo. Se forem grandes fãs, como eu, adorarão o espírito de homenagem e a fidelidade do espectáculo. Se nunca tiverem sequer ouvido falar dos Monty Python... preparem-se, porque depois disto ficarão fãs.
(E, numa nota à parte... desde quando é que a Pontinha se tornou tão famosa? É que, raios, esta localidade foi por duas vezes mencionada ao longo do espectáculo! E sendo eu um habitante da Pontinha... enfim... Obrigado, Nuno Markl! (é claro que não se referiam à Pontinha de uma forma muito elogiosa, mas paciência...))
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sábado, setembro 22, 2007
Finalmente! O trailer de "Southland Tales"!
Finalmente chegou até nós o trailer da obra que marcará o regresso de Richard Kelly após a sua brilhante obra de estreia: o incrível "Donnie Darko".
O trailer é magnífico e, digam o que disserem acerca do elenco, este ainda há-de ser um dos filmes do ano.
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segunda-feira, setembro 17, 2007
Adeus, Premiere

Foi irónico a simultanemanete triste que hoje, o dia em que comprei finalmente a edição de Setembro (que já me escapava à muito), tenha sido também a triste data da revelação de um enorme vazio que nasce agora na imprensa portuguesa: a "Premiere" deixará de ser publicada em Portugal, sendo a edição de Outubro a última da revista.
Longe de ser uma revista perfeita, a "Premiere" era ainda assim a única publicação inteiramente dedicada à Sétima Arte do mercado português. Gostemos ou não da revista (eu, pessoalmente, era um comprador assíduo), existe agora um vazio. Um triste vazio não só na nossa imprensa, mas também no actual panorama cinematográfico português.
Esperemos que surja em breve uma outra publicação capaz de ocupar o vazio que agora existe. Uma publicação que consiga talvez até mesmo superar a "Premiere". Quem sabe... talvez uma nova publicação feita por esta geração cinéfila que existe agora na blogoesfera portuguesa, e que já é ela própria como uma enorme e gigantesca "Premiere" online, feita por centenas de colaboradores...
Vou agora continuar a saborear lentamente esta edição de Setembro, sabendo que de Outubro será a última... a última "A Guerra das Estrelas", o último "Os Dias de Criswell"...
A última edição de uma revista que, para o melhor e para o pior, era inegavelmente um pedaço significativo do universo cinéfilo português.
Podem ler aqui o comunicado/despedida de José Vieira Mendes.
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domingo, setembro 16, 2007
Lembram-se daquele comentário áudio ao "The Fountain" que o Aronofsky disse que qualquer dia colocava na Internet?

Voilá. Ainda não o ouvi do princípio ao fim, como tenciono fazer enquanto vejo o filme, mas já estive a dar uma olhadela (aka a ouvir um pouco) e... para os que esperavam uma completa explicação do filme... lamento, mas não terão isso. Mas, afinal de contas, o que haverá para explicar num filme cuja história se rege mais por sentimentos do que factos, e em que a trama em si é talvez o factor menos importante? Aronofsky quer que o filme seja aberto à interpretação, que cada espectador veja o filme à sua própria maneira... e assim será. Mas, ainda assim, o comentário (pelo que ouvi) expõe um ou outro tema existente no filme... ou seja, não esperem pensar "Ahhh, então é isto que aquilo significa!", mas antes "Ahhh, não sabia que aquilo, além de significar aquilo que eu achava que significava, também significa isto!".
Aronofsky fez uma meditação, não uma explicação.
E ainda bem, já que desta forma "The Fountain" mantém-se como um exemplo magnífico daquela que é uma das mais poderosas caracterísiticas do cinema (e da arte em geral): a sua subjectividade. E além disso, é também um enorme exemplo do quão poderoso e único um filme pode ser, já que "The Fountain" é, pura e simplesmente, uma experiência arrebatadora.
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quinta-feira, setembro 13, 2007
Momento hilariante (e sábio!) do dia III
Amem-no ou odeiem-no... é complicado não respeitar este homem.
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quarta-feira, setembro 12, 2007
O Túmulo dos Pirilampos, de Isao Takahata
Nota: esta crítica discutirá alguns aspectos importantes da trama desta obra. Se ainda não viram o filme e desejam sem qualquer tipo de conhecimento da sua história, por favor não leiam esta crítica. Apesar de o desfecho da história ser revelado logo no seu início, mas enfim... Esta é uma obra incrível, e não quero correr o risco de a estragar a alguém.

Lágrimas
"O Túmulo dos Pirilampos" é uma obra que nos entra de rompante no nosso ser, dirige-se ao nosso coração, parte-o em pedaços, e ao mesmo tempo sussurra-nos ao ouvido algo que deverá ficar connosco durante o resto dos nossos dias. Este é um filme devastador. Emocionalmente devastador. Digo sem preconceitos que "O Túmulo dos Pirilampos" é o mais triste, comovente, tocante filme que vi até hoje.
É, por isso, complicado falar desta obra-prima. A ligação criada com o espectador é de tal forma forte que este tem dificuldades em exprimir o que sente em relação a ela. Posso dizer, no entanto, que este é talvez o mais poderoso filme anti-guerra jamais feito. Mas ao mesmo tempo arrependo-me de dar a este filme a etiqueta de "filme anti-guerra". É anti-guerra, sim, mas é também muito mais que isso.
Esta é a história de dois irmãos: Setsuko, uma jovem rapariga de quatro anos, e Seita, um jovem rapaz de catorze anos. Ambos são vítimas de um bombardeamento durante a Segunda Guerra Mundial, sendo obrigados a procurar refúgio em casa de sua tia. Ela, no entanto, começa gradualmente a tratá-los com desprezo, guardando para ela e os seus convidados grande parte da comida, e acusando-os de serem inúteis para o país em estado de guerra. Seita decide então pegar na sua irmã e abandonar a casa de sua tia, de forma a poderem viver sozinhos da forma que decidirem. Encontram um pequeno refúgio, similar a uma caverna, e decidem fazer desse lugar a sua nova casa. Infelizmente, a comida começa rapidamente a escassear, e a sobrevivência dos irmãos é ameaçada.
"O Túmulo dos Pirilampos" é, pois, na sua forma mais básica, uma história de sobrevivência. O seu desfecho, no entanto, é revelado imediatamente no início do filme: ambas as crianças morrem. E, ao longo de todo o filme, o espectador acompanha os seus espíritos à medida que estes relembram o passado antes da sua morte.
O facto de sabermos desde o seu início o desfecho do filme torna-o ainda mais devastador em termos emocionais. Vemos os dois irmãos a tentarem desesperadamente sobreviver, vemo-los a tentarem cuidar um do outro, vemo-los com a tão típica inocência e esperança da juventude... mas nada disso os poderá salvar do seu fim trágico. Pois serão ambos vítimas não da guerra em si, mas do tipo de sociedade que dela deriva. Vítimas do médico que trata Setsuko com indiferença; vítima da tia que os trata com desprezo: vítimas do enraivecido agricultor que apanha Seita a roubar por desespero. São, pois, vítimas de uma sociedade derivada de um conflito que tolda as mentes dos habitantes de um país, tornando-os insensíveis, e até mesmo egoístas. Tal sociedade, consequência de um conflito que já por si tem inevitáveis efeitos devastadores, não foi feita para suportar duas inocentes crianças que desejam apenas sobreviver. A tragédia de Seita e Setsuko era inevitável dentro de tal sociedade.
"O Túmulo dos Pirilampos" foi realizado por Isao Takahata, co-fundador (juntamente com o grande Hayao Miyazaki) do Estúdio Ghibli. Ninguém faz animação como o estúdio Ghibli, mas esta é de longe a sua obra mais emocional e poderosa. É um drama de um poder incrível que revela que a animação japonesa (o chamado "anime") não é apenas um género, mas antes um estilo dentro do qual existem vários géneros. Existe, infelizmente, o preconceito de que a animação é apenas para crianças. Os filmes do Estúdio Ghibli já há muito que demonstraram o quão errado é esse preconceito. "O Túmulo dos Pirilampos" não é uma comédia familiar, não é um filme com feiticeiros e magia, não é um filme em que tudo acaba bem no final... é um poderosíssimo drama. Um drama que, por acaso, é animado.
E o filme ganha com isso. Não consigo imaginar esta obra como um filme de imagem real (existe uma versão em imagem real... mas essa concentra-se na perspectiva da tia, e não na dos irmãos). O cinema de animação sempre teve uma certa magia que lhe permite várias coisas, entre elas o realçar dos sentimentos das personagens. Esse realçar atinge o seu auge com a obra-prima de Isao Takahata. Os animadores criaram duas personagens incrivelmente humanas, seja no incrível pormenor da forma como Setsuko treme de medo após um bombardeamento, ou na forma como a boca de Seita se deforma quando este chora.
O grande trunfo do filme é o desenvolvimento da relação entre os dois irmãos, tratada de uma forma extremamente realista (magnífica a forma como mostram os irmãos a brincar na praia, ou a brincarem no banho... pormenores que podem não ser de uma necessária importância para a história, mas que são de uma extrema importância para aquilo que o filme quer transmitir). Seita age como um rapaz de catorze anos, e Setsuko age como uma rapariga de quatro anos. E ambos agem como dois irmãos reagiriam, brincando um com o outro, cuidando um do outro, preocupando-se um com o outro... de facto, "O Túmulo dos Pirilampos" é um filme que transmite mais realismo e mais emoção (é, tal como já disse, o filme mais triste/comovente que vi até hoje) que grande parte dos filmes de imagem real que existem por aí.
Este não é um filme fácil. Chorei como já não chorava há muito quando o vi, e marcou-me como uma obra cinematográfica raramente consegue. E é por isso que é o melhor filme anti-guerra que jamais vi. De todos os filmes anti-guerra que vi até hoje, este atreve-se a ir onde os outros não se atreveram. Não existe embelezamento, apenas realismo. Existe esperança, mas ela não se confirma. E, tal como várias outras crianças, Seita e Setsuko são vítimas de uma guerra que não pediram, de uma guerra na qual não participam.
Este é um filme que viverá comigo até ao fim dos meus dias. É um filme cuja lição não deve ser esquecida para que o passado não se repita no futuro. E para que nunca esqueçamos aqueles que pereceram pelos erros cometidos no passado.
"O Túmulo dos Pirilampos" é uma obra tão poderosa quanto obrigatória, e deve urgentemente e obrigatoriamente ser visto por qualquer amante da vida humana. Apenas assim poderemos verdadeiramente perceber os horrores da guerra, e derramar lágrimas por aqueles que pereceram no passado. Muitas, muitas lágrimas.
10/10
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terça-feira, setembro 11, 2007
Desafio
Resposta ao (excelente e original) desafio que me foi lançado pelo Cataclismo.
1) Pegar no livro mais próximo: "Dune", de Frank Herbert
2) Abri-lo na página 161: Uh hu...
3) Procurar a 5ª frase completa: 'The blasted carryall disappeared'
4) Colocar a frase no Blog: Feito
5) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro (usar o mais próximo): Não escolhi nem a melhor frase nem o melhor livro (apesar de ter a possibilidade de ter feito ambos).
6) Passar o desafio a 5 pessoas:
Wasted Blues
And She Said
Grandes Planos
Movies Confidential
CinePt
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segunda-feira, setembro 10, 2007
Olha! Já passou um ano!
Foi há precisamente um ano atrás que criei este pequeno canto, fruto do meu desejo de comunicar com uma uma comunidade cinéfila em tão amplo crescimento e tão diversificada como o é a blogoesfera portuguesa. Desejava expôr a minha opinião e ouvir a dos outros. Queria aprender, partilhar... entrar em contacto com outros cinéfilos. Porque, afinal de contas, o cinema foi feito para ser discutido e, acima de tudo, partilhado.
Este meu pequeno canto deu-me a possibilidade de fazer tudo isso. Tenho tido a oportunidade de interagir com todo o tipo de pessoas, e de aprender com isso. Aprendi não só sobre cinema mas também sobre... digamos, a natureza da arte no geral. E também sobre as relações humanas que se podem criar neste fabuloso meio que é a Internet.
A todos os que visitam este blogue, o meu enorme obrigado. E um obrigado igualmente grande para todos os outros bloguistas que povoam esta blogoesfera, que me inspiraram ao ponto de criar o "Cinefolia", e que ainda hoje me inspiram e entretêm com as suas palavras.
Desejo poder continuar a crescer e a aprender no meio desta maravilhosa comunidade. E esperemos que o blogue possa, ao longo de mais um ano, reflectir isso mesmo.
Já passou um ano... que venham muitos mais (ou pelo menos mais alguns...)!
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sábado, setembro 08, 2007
Dragonball Z: O Filme... de imagem real (?!!)
"Looking for a job in the movie industry? It might not be a bad idea to move to Montreal, where -- as The Montreal Gazette reports -- three big-budget projects are scheduled to start filming in the next nine months.
The movies -- all of which are being distributed by 20th Century Fox -- include the Night at the Museum sequel, Another Night; Roland Emmerich's Fantastic Voyage remake; and the long-planned Dragonball Z adaptation. It's this last title that's probably of most interest to the RT faithful, and though the article isn't exactly long on details, it does mention that each of the films carries a budget of at least $100 million, and says all three of them are "expected to wrap production by next July."
The Dragonball Z anime series, which originally ran from 1989 to 1996 (and was itself a sequel to the 1986-1989 Dragon Ball series), adapted creator Akira Toriyama's hugely successful 1984-1995 manga for television audiences. With all that history -- not to mention a devoted worldwide fanbase -- mounting a live-action film adaptation is much easier said than done, which is part of why Fox has had Dragonball Z in and out of development for years. Some fans had (perhaps wishfully) given it up for dead, but it's apparently on a fast track; presumably, we'll be hearing more details soon.
For more information on these projects -- including a few extra tidbits about Another Night and Fantastic Voyage -- click the link below."
Fonte:
Rottem Tomatoes
Sim. Parece que isto vai mesmo acontecer.
Ora bem... eu cresci nos anos 90. Eu vivi toda aquela loucura do "Dragon Ball Z", do "Pokémon" (e considero mesmo alguns dos filmes "Pokémon" bons filmes de animação... e agora o blogue acabou de perder qualquer tipo de credibilidade que pudesse ter vindo a ter), e etc etc.
Hoje em dia ainda tenho uma certa afectividade por esta anime. Mais por valores nostálgicos que outra coisa qualquer (apesar de a animação, mesmo hoje em dia, ser de boa qualidade). Fui ver o filme quando estreou no cinema e é claro que o adorei (até me lembro que houve uma certa controvérsia quando estreou por cá... dizia-se que era demasiado violento).
E sejamos honestos... com uma dobragem destas, era impossível não gostar da série.
E agora vão fazem um filme de imagem real a partir daquela que é discutivelmente uma das mais populares animes de sempre. De imagem real. E é de Hollywood. Eu não digo que seja impossível fazer bons filmes a partir de animes (um dos meus filmes predilectos é o absolutamente incrível "Casshern", baseado na respectiva anime), muito pelo contrário... mas duvido muito que Hollywood consiga pegar na anime e... digamos, interpretá-la da forma correcta.
Ou seja, eles vão pegar nisto:
E transformá-lo nisto:
Mas será que não podem deixar a minha infância em paz? Enfim... será interessante ver um actor qualquer com uma peruca a voar preso por fios gritando ao mesmo tempo "KAMEHAMEHAA!!". Quem sabe... talvez até seja uma bela comédia.
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sexta-feira, setembro 07, 2007
Esta magnífica comunidade cinéfila...
Peeping Tom é um pequeno fórum de cinema criado pelo Paulo como descendente directo do extinto Cinestesia. O fórum é ainda relativamente recente, e é de um potencial enorme. Por lá fazem parte alguns ilustres bloguistas (ou será mais adequado dizer "bloggers"? Enfim...) da blogoesfera portuguesa, e todas as conversas são de um tom casual e ao mesmo tempo algo intimista, algo que nunca antes tinha encontrado desta forma nas outras comunidades cinéfilas (que aparecem tão frequentemente inundadas por aquela irritante espécie apelidada de "fanboy"...). Tenho, por isso, uma certa afeição por este pequeno canto.
Faço este post pela mesma razão pela qual criei este blogue: quero contactar com cinéfilos. Quero aprender, quero que as minhas opiniões sejam ouvidas enquanto que ao mesmo tempo oiço as dos outros. Creio que este pequeno fórum é talvez um dos melhores lugares para que isso aconteça, e faço por isso agora este pequeno e tão merecido momento de... digamos, publicidade.
Peeping Tom é uma comunidade que merece sem dúvida a atenção da comunidade cinéfila portuguesa. Por isso mesmo, juntem-se a nós (que final de post tão "Batatoonesco", mas enfim...)!
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quinta-feira, setembro 06, 2007
Épico e Intemporal
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segunda-feira, setembro 03, 2007
Sympathy for Mr. Vengeance, de Park Chan-Wook

Ambiguidade moral
"Sympathy for Mr. Vengeance", o primeiro da trilogia de Park Chan-Wook em relação ao complexo tema que á a vingança, é o mais cru, o mais brutal e o mais trágico dos três filmes. O filme conta a história de um jovem surdo que, de forma a obter o dinheiro necessário para o transplante de fígado que a irmã necessita, rapta uma rapariga de forma a pedir um resgate ao pai. A história vai-se lentamente desenvolvendo numa história de vingança em que o espectador é confrontado com a questão colocada no próprio título do filme: o filme possui dois "senhores vingança"... mas para qual deles vai a nossa simpatia? Ambos têm uma razão para o seu desejo vingativo, ambos são personagens consumidos por esse desejo. Nenhum deles é um herói, nem nenhum deles é um vilão... estão apenas consumidos por um desejo que nasceu de uma dor que nenhum deles consegue controlar. Como diz, a certa altura do filme, uma das personagens para outra: "Eu sei que és um bom tipo... mas sabes porque é que te tenho de matar, não sabes?".
O filme é todo ele uma (poderosa, deprimente e trágica) experiência. Park Chan-Wook filmou esta obra de uma forma... crua, mas ao mesmo tempo poética. Os ângulos todos eles magnificamente calculados, os efeitos sonoros do ambiente desconcertantes e usados de forma perfeita, e a banda-sonora do mais minimalista possível aparece em momentos apenas estritamente necessários para dar ao filme um tom ainda mais trágico, cru, e poderoso. O filme tem apenas os diálogos necessários, sendo esta uma obra que fala maioritariamente através de longos planos repletos de uma poesia trágica como raramente vemos no cinema. O filme está, ainda assim, repleto de pequenas pitadas de um extremamente subtil humor negro... algo que ajuda ainda mais a estimular o tom tão característico desta obra-prima.
Os actores fazem todos eles um trabalho fabuloso (com uma pequena menção especial para a adorável rapariga que faz de raptada... de uma inocência e jovialidade tocante). O filme trata as suas personagens como seres humanos, com as suas falhas e as suas qualidades. Lentamente, todas elas vão caindo numa espiral que não podem controlar. Uma espiral de vingança e de dor.
Em "Oldboy", Park filmou a vingança como extremo do ser humando... um extremo da nossa decadência, da nossa obcessão. Em "Lady Vengeance", filmou a vingança como um acto que, apesar de por vezes talvez podendo ser considerado "justo", nunca traz aquilo que o vingador deseja verdadeiramente: redenção... ou o desejo do regresso de uma certa paz. Em "Sympathy for Mr. Vengeance" a vingança é um acto humano.... e, como grande parte dos actos humanos, é ambíguo. Existe sempre um outro lado, existe sempre uma consequência. E essa consequência nunca pode ser controlada.
Sendo Park um realizador com um estilo algo expressionista (podemos, pois, compará-lo a Aronosky) este queria que, ao longo de "Sympathy for Mr. Vengeance", a cor fosse lentamente desaparecendo, até que a meio do filme este se tornasse a preto-e-branco. Infelizmente, o orçamento do filme não permitiu o uso de tal efeito. É uma pena, já que (e uso agora as palavras de Jamie Russel, crítico de cinema) "essa técnica teria sido perfeitamente adequada a este tour de force niilista, no qual não existem as cores preto e branco... apenas tons de cinzento".
"Sympathy for Mr. Vengeance" é um filme tão deprimente e poderoso quanto obrigatório, e seria apenas a primeira de apenas três obras-primas que criariam uma das mais incríveis trilogias jamais vistas no cinema. Trilogia essa que revelou Park Chan-Wook como um dos grandes visionários do cinema contemporâneo.
10/10
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Gonçalo Trindade
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sábado, setembro 01, 2007
Obrigado, Cinemateca!
Dia 6 de Setembro, 5º feira, será o dia em que a Cinemateca irá passar o mais popular filme de Akira Kurosawa: "Os Sete Samurais". Infelizmente, eu nunca antes tive a oportunidade de visionar esta suposta (e provável) obra-prima. Mas esta quinta-feira matarei dois coelhos de uma só cajada: irei ver finalmente a obra de Kurosawa, e farei também a minha primeira visita à Cinemateca, algo que já desejo fazer há anos. Nunca se proporcionou, mas irei finalmente visitar aquele verdadeiro santuário dedicado ao Cinema. Se passarem por lá na quinta, eu vou ser o tipo excitado que não se cala (antes do filme, claro, e nunca mas nunca durante o seu visionamento) e que anda de um lado para o outro a observar tudo com um sorriso no rosto.
"Os Sete Samurais" passará fazendo parte do ciclo no ciclo "Um País, um Género: o Japão e o Cinema Histórico", ciclo este que ocorrerá durante o mês de Setembro, sendo exibidos durante os dias de semana, sempre às 15:30, um filme ou documentário dedicado ou proveniente deste país. Teremos, pois, filmes de Myiazaki, Kurosawa, Mizoguchi, e Kitano.
Para mais informações acerca da programação da Cinemateca durante o mês de Setembro, cliquem aqui: http://cinemateca.pt/imgs/programacao/doc.pdf
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Gonçalo Trindade
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21:43
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