
A grande revelação do novo filme Tranformers (o segundo de mais uns quantos que hão-de fazer, certamente), a grande reviravolta que choca o espectador, surge não durante o filme em si, mas antes nos créditos finais, quando o espectador descobre chocado que foram necessárias três pessoas para escrever este argumento, que tem tanto de idiota como de incoerente. A trama é simples, idiota, e o filme em si é o blockbuster mais banal e superficial que veremos este Verão. Visualmente espectacular (ainda assim, o primeiro impressionou mais...), mas absolutamente oco em todos os outros aspectos. Diverte quem quer desligar o cérebro (como foi o meu caso). Desligado mas mesmo bem desligado...
Quarta-feira, Julho 08, 2009
A enorme revelação de Transformers
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Gonçalo Trindade
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21:08
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Sábado, Junho 06, 2009
Filmes que não existem mas que eu iria ver ao cinema
Ohh sim, eu iria ao cinema a correr para ver isto...
Noutras notícias... não, o Cinefolia não se tornou num blogue só de vídeos. Os posts de escrita seguirão em breve.
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Gonçalo Trindade
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17:52
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Sábado, Abril 25, 2009
Momento hilariante do dia V
Se o Matrix tivesse o Windows XP como sistema operativo...
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Gonçalo Trindade
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20:09
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Quarta-feira, Março 25, 2009
Primeiro trailer de Where the Wild Things Are
Trailer espectacular... mas também com aquela música...
Não li o livro (tratarei disso em breve). Mas tenho grandes expectativas.
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Gonçalo Trindade
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22:22
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Sexta-feira, Março 20, 2009
BD monumental, bom filme

Ora bem... não gostei de 300. Visualmente não é assim tão espectacular (tem um ou outro momento, sem dúvida), e a trama é, no mínimo, superficial. Não digo que se pudesse fazer muito mais com o material base (a BD funciona muito bem como BD, mas como filme...), mas, ainda assim, achei um filme fraco.
Ainda assim, dado o amor de Zack Snyder por Watchmen, e dado o facto de ser um realizador com uma interessante componente visual (ok, aquela batalha à-la-videojogo do 300 é realmente única...), talvez não existam muitos outros realizadores que pudessem ter feito uma boa adaptação de Watchmen. Por isso, não fui contra a sua escolha como realizador. De facto, foi até uma boa escolha. As expectativas para o filme eram, portanto, algo elevadas.
Indo directo ao assunto: Watchmen é das maiores obras literárias que já tive o prazer de ler. É incrível do início ao fim, absolutamente perfeita, e é provavelmente das maiores obras artísticas que verei até hoje. Nada mais a dizer.
Watchmen, o filme, já é outra história.
Fazer uma adaptação de uma... de uma "coisa" como esta BD não é tarefa fácil. A quantidade de história existente por trás de cada personagem, o próprio número de personagens... é uma tarefa difícil. E, no geral, os fãs podem ficar descansados (eu estou, pelo menos). A adaptação de Snyder é, pelo menos, minimamente fiel ao original. Há cenas que parecem saídas da BD, há músicas que quando ali aparecem mostram realmente um enorme amor ao material base, e há diálogos que encantam qualquer um que os leu na obra. E há The Comedian e Rorschach, que parecem saídos da BD directamente para o ecrã... simplesmente espectaculares (e o resto do elenco também não está nada mau).
Mas há personagens que infelizmente também não estão assim tão desenvolvidas, há gente supostamente normal a partir paredes e a fazer kung-fu, e há uma realização que se parece preocupada em apenas colocar ali todas as cenas do comic... colocá-las de forma inspirada, já é outra coisa que não parece ter importado muito a Snyder.
Há falhas de tom enormes, há um final apressado que não foi, de forma alguma, mostrado, realizado, ou interpretado da melhor forma... vale pela ambiguidade presente no comic, mas em termos visuais, em termos emocionais... tudo isso está perdido no filme. Mas há ali a ambiguidade moral... pelo menos isso.
É no geral uma boa adaptação. Tem realmente as suas falhas... mas talvez num filme desta duração (perto de três horas... soa muito, mas tendo em conta o material base...), não se pudesse fazer muito mais. E há o interesse comercial, claro. Homens e mulheres normais que partem paredes e fazem aqueles golpes de luta? Irreal, mas há que ali pôr mais cenas de acção. Enfim, é para apaziguar os adolescentes. A alma simples e humana das personagens está lá, mesmo que as cenas de acção não a transmitam... Mas são ainda assim boas de acção que, apesar de tudo, poderiam ter ido ainda mais contra o espírito das personagens. E o espírito visual está lá... com muitos toques à Zack Snyder, mas está lá.
Há cenas em Watchmen que são realmente muito boas. Há cenas em Watchmen que realmente poderiam ter sido melhores. Há coisas de Watchmen, o comic, que poderiam ter sido mais aproveitadas para Watchmen, o filme (digam o que disserem, sou da firme opinião de que o final do comic poderia ter sido muito facilmente melhor adaptado ao filme... e a realização deveria ter sido mais inspirada, mais calma, mais expressiva em determinadas alturas). Mas reconhece-se ali as personagens do comic. Sente-se ali muitas vezes o tom do comic. E, apesar das suas falhas, Watchmen é um bom filme. E uma boa adaptação.
Ah, e a banda-sonora é notável, e tem escolhas verdadeiramente brilhantes (perfeito uso da música de Phillip Glass e de Simon e Garfunkel, por exemplo). Mas por favor... aquela foi provavelmente a pior cena de sexo do cinema contemporâneo. Aquela música do Leonard Cohen numa cena daquelas? Enfim...
Watchmen, o filme, vale a pena ver numa sala de cinema. Watchmen, o comic, é o que é (a sério, é mesmo assim tão bom).
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Gonçalo Trindade
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23:54
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Sábado, Março 14, 2009
Momento Hilariante do Dia V
Retira-se uma letra e...
Ou então muda-se uma e...
Muitas mais destas preciosidades aqui. Espectacular.
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Gonçalo Trindade
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18:44
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Sábado, Fevereiro 28, 2009
Slumdog Millionaire

É de uma gigantesca profundidade? Não. É espantosamente original? Não. Consegue evitar um certo grau de foleirice (que se perdoa bem) nas linhas de diálogo finais? Não. É uma Obra-Prima? Não.
Mas é optimista, sonhador, bem realizado, energético, por vezes de tom negro na forma como efectivamente mostra uma determinada realidade social, com bons jovens actores, boa banda-sonora e consegue tocar o espectador e pôr-lhe um enorme sorriso na cara.
Dos três filmes nomeados ao Óscar de Melhor Filme que vi (este, Benjamin Button e The Reader), Slumdog Millionaire é a meu ver o que de longe mais merecia o prémio. E, felizmente, o que o recebeu (juro que se o Benjamin tivesse ganho teria partido o ecrã da TV).
Não é um filme perfeito, não é um filme de génio, mas é optimista, sonhador, inocente. Óptimo trabalho de Boyle, num filme que me conseguiu pôr um sorriso estúpido na cara, um sorriso daqueles que só aparecem quando se fica realmente feliz por vermos num ecrã gigante coisas boas acontecerem a personagens de ficção de que gostamos muito.
Slumdog Millionaire é bom. É muito bom.
E não digo nada sobre a crítica do Luís Miguel Oliveira porque se o fizesse o João Lopes ainda fazia um "A crítica e as suas merdas (5000)". E essa sua demanda em tom condescendente e repetitivo já me irritou o suficiente. Eu até sou leitor do Sound+Vision... mas haja paciência.
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Gonçalo Trindade
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22:16
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