10-

Zodiac, de David Fincher
Um thriller magnificamente construído e profundamente envolvente como só Fincher consegue fazer. As interpretações são todas elas óptimas, e Fincher consegue na perfeição contar a história não do assassino, mas sim de um trio de personagens e da sua obcessão pela descoberta da identidade de um criminoso. Ambicioso e épico em termos humanos (na forma como aprofunda as suas personagens) e técnicos (na forma como retrata um longo período de tempo e os seus locais, dando uso a um brilhante e subtil uso de CGI).
9-
Paranoid Park, de Gus Van Sant
Falta-lhe talvez o poder do tema e na história geral de "Elephant", mas é sem sombra de dúvida um filme absolutamente soberbo. Van Sant atinge aqui um novo nível, revelando estar sobre controlo absoluto da sua arte, conseguindo criar momentos audiovisuais absolutamente notáveis. Mas o mais importante é sem dúvida a personagem principal e a sua história, e Van Sant consegue (mais uma vez) fazer um tocante retrato de uma geração, e daquilo que é ser um jovem.
8-


Ratatouille, de Brad Bird
Um filme de animação absolutamente maravilhoso. Seja na sua comédia fisica, no esplendor visual, ou no seu argumento acima do esperado no género (mesmo vindo da Pixar...), Ratatouille é um triunfo a todos os níveis, um filme de hoje que relembra curiosamente os filmes do passado. Sente-se aqui um espírito à la Disney, apenas actualizado ao cinema de animação de hoje, com um argumento complexo (será possível não nos matavilharmos com aquele crítico gastronómico?) e um estilo visual belíssimo. Um filme que coloca um enorme sorriso na cara e no espírito de qualquer um.
6-

Death Proof, de Quentin Tarantino
O filme Z de Tarantino. Uma homenagem a um género que o inspirou. "Death Proof" é o filme Z do presente, mantendo o espírito clássico característico do género. Temos aqui telemóveis, perseguições de carro mais elaboradas (e que espectacular que é aquela perseguição final!!), e... Kurt Russel. Além desta temática, Death Proof é um divertimento nostálgico espectacular... de todas as minhas idas ao cinema, esta foi sem dúvida uma das que mais divertiu (com aquele final...). Talvez não seja o melhor de Tarantino, mas dos seus filmes é sem dúvida o que mais entretém. Entretenimento feito por cinéfilos (Tarantino), para cinéfilos
5-

The Good Shepherd, de Robert DeNiro

Eastern Promises, de David Cronenberg
Cronenberg não desilude. Depois dos também óptimos "A History of Violence" e "Spider", Cronenberg mantémo seu cinema impregnado numa violência tão física quanto psicológica. Esta é, pois, uma interessantíssima fase do realizador, que parece afastar-se de robôs e homens que se transformam em moscas gigantes para se concentrar em universos mais... reais. Podemos identificar em "Eastern Promises" a violência que sempre existiu na filmografia do realizador, mas uma violência mais humana e realista. Cronenberg transporta-nos pelo universo da máfia russa de Londres, criando personagens que nunca são o que parecem, levando-nos pelas suas várias camadas. Viggo Mortensen tem uma interpretação poderosíssima, encarnando e emergindo-se a si mesmo na sua personagem. A violência e intensidade de um mundo como apenas Cronenberg consegue retratar... particularmente neste caso, quando este mundo está tão perto do nosso. Pois"Eastern Promises" é, acima de tudo (por entre a violência e intensidade), um filme profundamente humano. E tem aquela que é talvez uma das mais intensas cenas que jamais vi numa sala de cinema.
3-

Redacted, de Brian De Palma
Com toda a nova tecnologia e meios de comunicação desta nova era, De Palma revela um nova forma de fazer cinema. Redacted é cinema experimental no seu melhor, esteticamente espectacular... e é ainda um filme emocionalmente poderosíssimo, sendo um profundo estudo da natureza humana e da actual sociedade. É um filme anti-guerra, sim, mas é, acima disso, um filme pró-verdade.
2-

Letters from Iwo Jima, de Clint Eastwood
Eastwood é um cineasta grandioso, sendo (juntamente com Scorsese, entre poucos outros) um dos grandes cineastas clássicos do cinema actual. Eastwood é um contador de histórias fascinado com as personagens da história que está a relatar, e a dimensão humana de "Letters from Iwo Jima" é arrebatadora. Esta é uma obra-prima que nos toca verdadeiramente no âmago, um filme poderosíssimo, que nos revela (juntamente com "Flags of Our Fathers"), a verdadeira dimensão daquilo que é uma guerra.
1-

The Fountain, de Darren Aronofsky
Oh vá lá... quem é que já não estava à espera desta? Aqueles que costumam ler este blogue já sabem há meses que filme ocuparia este lugar no meu top de 2007. Com uma larga vantagem sobre os restantes filmes do top, "The Fountain" é, pura e simplesmente, um dos grandes filmes da minha (ainda curta, e por isso é que odeio dizer isto... mas é mesmo...) vida. Visionário, emocionalmente e visualmente arrebatador, uma experiência sensorial... este é, de longe, o meu filme preferido de 2007.









































