quarta-feira, dezembro 19, 2007

Joker(s)


Dois actores diferentes em dois universos diferentes a interpretarem a mesma personagem. Diga-se a mesma apenas em nome e aspecto. Enquanto que o Joker de Nicholson, do universo de Burton, era mais colorido, repleto de humor negro e ainda assim absolutamente louco, o de Ledger, do universo de Nolan, parece manter algum do humor, mas é menos colorido e mais realista.

A interpretação de Nicholson é fabulosa. A de Ledger... parece ir no mesmo caminho. Detestei "Batman Begins" e no geral não aprecio o cinema de Christopher Nolan... mas este "The Dark Knight" irá valer nem que seja pela abordagem de Ledger a uma excelente personagem.

O trailer da sequela de "Batman Begins" pode ser visto aqui.

domingo, dezembro 09, 2007

Palavras para quê...?




Trailer de Speed Racer, de Andy e Larry Wachowski.

E voilá... foi revelado aquele que será o mais visualmente estimulante blockbuster de 2008. É diferente de tudo aquilo que jamais poderia ter imaginado... e parece muito, muito bom.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

The Fountain, de Darren Aronofsky



Arrebatadora poesia cinematográfica

Existem sete tipos de filmes: os filmes péssimos/ridículos, nada mas que perdas de tempo em que todos os aspectos são de um falhanço agonizante; os filmes maus, em que existem algumas ideias que se podem aproveitar, mas em que o mau simplesmente afunda o bom, provocando por vezes uma verdadeira frustração no espectador, ao fazê-lo ver o potencial desperdiçado; os filmes banais, que não são bons nem maus... simplesmente vêm-se, providenciando ainda que a um nível muito básico um qualquer tipo de bom divertimento ao espectador; os filmes bons, em que o espectador sai satisfeito da sala de cinema, e em que os vários bons aspectos do filme suprimem as suas também óbvias falhas; os filmes muito bons/excelentes, filmes verdadeiramente óptimos que, não sendo Obras-Primas, conseguem ser verdadeiros pedaços de Cinema com C capital; as Obras-Primas, filmes incríveis, espectaculares, que despertam no espectador um rol de emoções como só o Cinema consegue fazer, filmes que são verdadeiras viagens de descoberta; e há ainda os filmes que podem ser chamados de "transcendentais"... filmes que vão além do que poderíamos julgar possível no Cinema, filmes que inovam, revolucionam, sendo ao mesmo tempo fontes de incríveis sentimentos e de... creio que podemos chamar-lhe de "iluminação"... filmes que passam a viver com o espectador, que o marcam verdadeiramente, que têm si tudo que de mais belo há não só no Cinema... filmes que são experiências de vida.

Ao olharmos para a ainda curta filmografia de Darren Aronofsky, é chocante verificar que, de apenas três filmes, dois deles enquadram-se nesta última categoria.
"Pi" foi um excelente filme, todo ele extremamente bem escrito e realizado, revelador acima de tudo de um potencial fabuloso por parte do seu realizador.
"Requiem for a Dream" foi incrível. Uma lição de vida, uma experiência emocional e sensorial arrebatadora. Aronofsky explora ao máximo o seu estilo expressionista, com o objectivo de colocar o espectador na pele das personagens, transmitindo um ambiente deprimente, realista, humano, e acima de tudo, poderoso. É um filme marcante, uma obra absolutamente incrível.

E depois veio "The Fountain". Um filme ainda mais indescritível e poderoso que "Requiem for a Dream" (ainda que de formas muito diferentes), e sem dúvida muito, muito mais pessoal. Aronofsky disse por várias vezes que o seu objectivo era fazer algo inovador dentro do género de Ficção Científica, algo que nós, o público, nunca tivéssemos visto. Tudo isto com uma história extremamente pessoal para o realizador, uma história que mostrava, basicamente, aquilo que este pensava acerca da vida, da morte, e do amor.
Aronofsky demorou seis anos a fazer o filme. Inicialmente, Brad Pitt e Cate Blanchett seriam os protagonistas... mas Pitt abandonou o projecto quando este estava em pré-produção (alegando supostas "divergências artísticas" com Aronofsky) e o projecto foi encerrado. E assim ficou durante muito tempo. Aronofsky, no entanto, não decidiu de contar a sua história... e se não o conseguia fazer numa arte, fá-lo-ia noutra: a arte da Banda-Desenhada. Contactou a Vertigo, e do seu argumento fez-se um excelente comic.
Mas, ainda assim, "The Fountain" não abandonava a mente de Aronofsky. Atormentava-o, aquele filme que ficou por fazer.

E então Aronofsky lembrou-se daquilo que era e é: um cineasta independente. E, baseando--se nisso, reescreveu o argumento. Fê-lo mais pessoal e menos espectacular... mais sentimentos, menos batalhas com centenas de guerreiros. Fê-lo (segundo ele próprio) "Não para agradar a ninguém, mas apenas pelo prazer da escrita, pelo prazer de contar uma história que significa verdadeiramente algo".
Já não era necessário um grande orçamento nem grandes estrelas. Mas dois enormes talentos do cinema actual nunca fizeram mal a ninguém, por isso Aronofsky colocou Rachel Weisz (a sua noiva) no filme, e contactou Hugh Jackman após o ter visto num musical na Austrális. Jackman leu numa noite o argumento, e no dia seguinte decidiu entrar no projecto. De forma a manter o orçamento o mais baixo possível, ambos os actores concordaram em receber um ordenado inferior ao normal.

Isto revela o óbvio empenho de Aronofsky em fazer este filme. E, de facto, "The Fountain" é como se o realizador tivesse retirado a sua alma do corpo, e a partir dela feito um filme. É um filme todo ele incrivelmente bem feito, como seu tudo fluisse directamente da mente de Aronofsky, como se este tivesse cada som, cada imagem perfeitamente calculada, pensada e imaginada. De todos os filmes que vi até hoje, "The Fountain" é aquele que flúi melhor. É como um enorme poema, todo ele declamado sempre com o tom correcto, tudo se encaixando perfeitamente.


Aronofsky é, obviamente, um realizador que tem o controlo total sobre todos os aspectos do filme. Desde a fabulosa fotografia de Matthew Libatique (visualmente, nunca se viu nada assim... o uso da microfotografia em vez de CGI é incrível) à banda-sonora de Clint Mansell (banda-sonora que já estava completa antes sequer de Aronofsky ter começado a filmar), a presença de Aronofsky está lá. O realizador trabalha intimamente com os seus colaboradores, no sentido de espremer o mais possível o seu potencial, aquilo que o criador deseja. Tal presença pode apenas ser comparada à de outros génios como Martin Scorsese, Quentin Tarantino, ou Park Chan-Wook (entre (não muitos) outros, claro).
Em "The Fountain", tudo é perfeito.

Falar da trama desta obra não é muito importante. "The Fountain" é para ser sentido, não percebido. Três histórias (uma no passado, outra no presente, e outra no futuro), onde Hugh Jackman é, respectivamente, um conquistador espanhol em busca da Árvore de Vida, um neurocirurgião a tentar curar o tumor da sua mulher (Rachel Weisz, que em todas as histórias interpreta a sua amada... quer seja, a sua mulher, ou uma rainha espanhola...), e um astronauta viajando numa nave (nave esta que é nada mais nada menos que uma bolha gigante... inovador e visualmente espectacular, no mínimo). Todas as histórias se interligam, convergindo na criação de uma única e epica história que é a viagem de um homem desde a escuridão à luz, viagem esta moticada pela mais nobre de todas as razões: o Amor.

"The Fountain" fala da morte e da sua aceitação, de renascimento, do amor... a sua lição é, talvez (e particularmente na sociedade actual), chocante para muitos... mas sem dúvida importante e necessária. A história é obviamente subjectiva e aberta à interpretação. Mas a história desta obra é talvez dos seus aspectos que menos importam... pois este filme (tal como já disse) é para ser sentido, não racionalizado. Até porque, seja qual for a interpretação de cada um, a lição do filme e os seus sentimentos são imutáveis. Tal como Aronofsky disse, ""The Fountain" é bastante como um cubo de Rubick, no qual há várias formas de este ser resolvido, mas no final existe apenas uma solução".
Jackman e Weisz interpretam na perfeição um casal apaixonado. A interpretação de Jackman é particularmente notável. A sua intensidade sempre realista e arrebatadora é simplesmente incrível.


Este é um filme único. Aronofsky queria fazer algo diferente e inovador... e foi isso mesmo que fez. É por isso compreensível que existam aqueles que o adoram e aqueles o odeiam. Pessoalmente, amo-o. Considero-o um dos filmes da minha (ainda bastante curta, diga-se de passagem) vida. "The Fountain" é um filme que vive comigo, que me influencia, que me marcou. Não é um filme para todos, claro. Mas é um filme que deve ser visto, nem que seja pela obra única que é.

Quanto a mim, deve ser visto pela obra transcendental que é. Pela viagem emocional e sensatorial. Pela fotografia de Libatique, a banda-sonora de Mansell, e as interpretações de Jackman e Weisz. Mas vale, acima de tudo, pela visão de Aronofsky.
Pois ele é um visionário, e aquilo que ele viu foi isto.


10/10

terça-feira, novembro 27, 2007

Momento hilariante do dia IV

Este é... absolutamente brilhante. Do melhor que Seth Green e companhia já fizeram no seu excelente programa de sketches: Robot Chicken.



Simplesmente magnífico...

sábado, novembro 24, 2007

Pequena descoberta do dia



Pequenas imagens dos bastidores de "Requiem for a Dream". Extremamente interessante, nem que seja para ver a forma como Aronofsky se comporta durante as filmagens de uma das suas Obras-Primas.

terça-feira, novembro 20, 2007

Então... será que este vai ser um daqueles directos para DVD?



"Night Watch" estreou nas nossas salas de cinema em Setembro (se não me engano) de 2005. Foi largamente publicitado como o primeiro capítulo de uma trilogia, baseada numa famosa saga literária russa. Foi um excelente e visualmente único filme de fantasia, uma pequena delícia que adorei ver numa sala de cinema. Seria de esperar, tendo sido lançado o primeiro capítulo nos cinemas nacionais, que o mesmo acontecesse com o segundo, "Day Watch". O filme estreou em Junho deste ano nos Estados Unidos, tendo sido lançado em Setembro e Outubro por vários países europeus. Mas, curiosamente... por cá nem tem estreia marcada. E eu, pessoalmente, começo a ficar assustado. Porque, tendo gostado bastante do primeiro capítulo, estou desejoso de ver o segundo. E tendo em conta que o segundo deve ser visuallmente tão espectacular como o primeiro... ficava bastante chateado se não pudesse ver isto no cinema. Mas começo a desconfiar que é isto mesmo que vai acontecer.

Enfim, espero bem que isto estreie por cá, nem que seja só no próximo ano... mas desconfio que vamos ter mais um "A Scanner Darkly" para adicionar à lista (ou então ainda hão-de lançar o filme só em duas salas...).

domingo, novembro 18, 2007

O Poeta do Som/Imagens




Se existe um filme que demonstra verdadeiramente a forma como Gus Van Sant consegue pegar em imagens em movimento (ou não), e a partir delas fazer algo de uma inegável vaga de sentimentos e de uma melancolia profunda... esse filme é "Paranoid Park". Com esta obra, Van Sant leva o seu fabuloso controlo do som e da imagem a um novo nível. Tal controlo já tinha sido mostrado nos seus anteriores filmes (particularmente com "Elephant")... mas desta vez, Van Sant atingiu verdadeiramente um novo patamar. O uso do som e das imagens (seja de um duche em que a câmara-lenta e o ensurdecedor barulho de fundo mostram o desespero da personagem principal, ou de jovens a andar de skate com um sorriso na face) são apenas instrumentos que Van Sant usa para nos colocar dentro da mente e do coração da sua personagem principal. Neste caso, Alex Tremain, um jovem que se vê envolvido na morte acidental de um segurança. Os sentimentos de culpa de tal acto aliados o isolamento típico da juventude são mostrados de forma perfeita por Van Sant, que sabe como ninguém captar a essência de uma juventude/geração. Nunca vemos Alex chorar. Nunca o vemos numa explosão de fúria ou de dor. Porque, num adolescente, o mais importante é sempre aquilo que não vemos... o interior, não a superfície. Porque existe sempre algo mais para um jovem nesta fase da vida. Algo mais que a guerra do Iraque, algo mais que as aulas de biologia... existe (como chega a dizer Alex) "um universo de cenas superiores". E apenas Van Sant consegue recriar de forma magnífica os conturbados sentimentos da adolescência... apenas ele nos consegue convidar a olhar para o verdadeiro interior das suas personagens, símbolos de uma geração, de uma juventude. Um dos filmes do ano (mas aviso já para nao ficarem à espera de algo melhor que "Elephant"!). Visualmente maravilhoso (é espectacular o que este homem fez com os skaters... e o Van Sant aliado ao Christopher Doyle...) e emocionalmente poderosíssimo.

Este filme voi visionado na última sessão do European Film Festival. Um festival que, segundo me informaram, não verificou grande afluência por parte do público. Algo compreensível, devido aos problemas de organização, à falta de pulicidade, e à falta de interesse que a imprensa revelou pelo festival. Já para não falar do espaço... aquela placa a dizer que a entrada era interdita a menores de 18 anis deve ter assustado muito boa gente (enfim... eu lá tive de entrar por uma entrada lateral, que dava acesso directo á sala...).
Pessoalmente, desejo verdadeiramente uma nova edição deste festival no próximo ano. Que se mantenha a qualidade da selecção de obras... e que se melhore a organização do festival (eu nem tenho razões de queixa, mas por mais de duas ou três vezes modificaram à última da hora a programação).
Se no próximo ano houver uma seguna edição... lá estarei.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Trailer de "The Air I Breathe"



Uma pequena desilusão, este trailer. É bem provável que seja uma tentativa do estúdio de banalizar e comercializar um filme único e experimental (alguém se lembra do trailer do "The Fountain"?)... a ver vamos... De qualquer forma, continuo extremamente ansioso por este filme. Nem que seja pelo elenco...

segunda-feira, novembro 12, 2007

Tão controverso e importante quanto genial




"Redacted" é um filme que apenas um génio como Brian De Palma conseguiria fazer. Um filme que conjuga de forma incrível a noção do real e de ficção, usando tudo desde vídeos do Youtube, reportagens de televisões árabes... e um elenco de actores amadores simplesmente fabuloso. Apenas um realizador como De Palma teria o talento necessário e a coragem de fazer um filme tão experimental e único. E há ainda a mensagem desta Obra-Prima. Pois "Redacted" não é um simples filme anti-guerra... este é, acima de tudo, um filme pró-verdade.

Um dos filmes do ano. Tem estreia marcada no nosso país para 6 de Dezembro, onde estreará com o título de "Censurado".

Visionei esta Obra-Prima ontem no European Film Festival que está de momento a decorrer no Estoril (e do qual já aqui devia ter falado há mais tempo, mas enfim...). Para mais informações, consultem o site oficial.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Fast-food cinematográfico?



Em quatro anos, quatro filmes. Devo admitir que apenas vi os primeiros dois (o primeiro foi minimamente interessante, o segundo uma perda de tempo), mas pergunto-me... será esta uma fórmula de "quantidade acima de qualidade" aplicada ao cinema? Será que necessitamos mesmo de tantas sequelas?

Enfim, seja a resposta afirmativa ou negativa, Saw V e Saw VI já estão confirmados. E Saw IV fez 30 milhões no primeiro fim-de-semana.

sábado, outubro 27, 2007

80 anos depois



E 80 anos depois, "Metropolis" continua a ser um filme futurista e... profético. Visualmente espectacular e moralmente poderosíssimo, este filme é cinema sci-fi no seu melhor. 80 anos depois.

"Metropolis" é incrível. Absolutamente incrível.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Trailer de "Slipstream", um filme escrito, realizado e interpretado por... Anthony Hopkins

Escrito e realizado pelo (grande) Anthony Hopkins, "Slipstream" é a história de um já velho argumentista (interpretado pelo próprio Hopkins) que passou toda a sua vida a viver em dois mundos: o mundo real, e o seu próprio mundo interior. Enquanto trabalhava num novo argumento, e sem sabendo que a sua mente estava à beira da implosão, as suas personagens começam a aparecer misteriosamente na sua vida em carne e osso.

Hopkins definiu "Slipstream" como um filme "estranho e peculiar". E, de facto, aqueles que já o viram concordam com o realizador.

A história (e o trailer) parece-me extremamente interessante... e o facto de vir da mente de um dos grandes actores do cinema contemporâneo aguça ainda mais o meu interesse.

Aqui está o trailer:

sábado, outubro 20, 2007

INTENSO




Mais intenso que tipos por aí a balançar em teias. Mais intenso que uma luta de piratas em cima de um mastro no meio de uma tempestade. Mais intenso que robôs gigantes a lutarem uns contra os outros enquanto se transformam em veículos.

Porque, afinal de contas, o CGI é uma bela ferramenta... mas não há nada melhor que cenas de acção à antiga. Cenas de acção realistas, em que as personagens sangram e parecem estar mesmo em perigo.

"The Bourne Ultimatum" dá-nos tudo isso, juntamente com a fabulosa história de uma personagem dotada de uma complexidade moral como raramente se vê neste tipo de cinema. Quanto a mim, é um clássico instantâneo. E o final perfeito para uma excelente trilogia.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Spielberg e Jackson realizam terceiro capítulo da trilogia de "Tintin"... em conjunto?!


Numa recente entrevista, Steven Spielberg afirmou que ele próprio e Peter Jackson estão à procura de um realizador para o terceiro capítulo da sua trilogia de "Tintin"... mas ponderam, ainda assim, a possibilidade de realizarem o terceiro filme em conjunto.

Ainda não sei exactamente o que pensar em relação a isto. Cresci a ler os livros de banda-desenhada e a ver a série de animação (ahh a nostalgia que esta imagem aqui de cima me transmite...)... e não consigo imaginar o universo de Hergé numa versão cinematográfica. Fico satisfeito por serem estas duas grandes mentes a criarem a adaptação, e por terem decidido fazer os filmes em CGI... mas, muito sinceramente, não consigo evitar estar um pouco céptico.

Mas, ainda assim... um filme realizado por Jackson e Spielberg em conjunto? Isso seria o sonho de qualquer cinéfilo.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Momento hilariante do dia IV



Vale sempre a pena descobrir ou recordar...


Os 15 Factos mais importantes sobre Chuck Norris



Facto nº 1: As armas não matam pessoas. Chuck Norris é que mata pessoas.


Facto nº 2: A maior exportação proveniente de Chuck Norris é Dor.


Facto nº 3: Não existe nenhum queixo por baixo da barba de Chuck Norris. Existe apenas mais um punho.


Facto nº 4: Chuck Norris guia uma carrinha de gelados coberta de caveiras humanas.


Facto nº 5: As lágrimas de Chuck Norris curam o cancro. É uma pena que ele nunca tenha chorado.


Facto nº 6: Chuck Norris não vai à caça... ELE VAI À MATANÇA.


Facto nº 7: Chuck Norris não dorme. Ele espera.


Facto nº 8: Não existe nenhuma teoria sobre a evolução. Apenas uma lista de criaturas às quais o Chuck Norris permite a existência.


Facto nº 9: Chuck Norris não usa um relógio. Ele DECIDE que horas é que são.


Facto nº 10: Chuck Norris é a razão pela qual o Wally se esconde.


Facto nº 11: Chuck Norris contou até o infinito... duas vezes.


Facto nº 12: Chuck Norris não escreve livros. As palavras simplesmente se agrupam por medo.


Facto nº 13: Chuck Norris inventou o preto. De facto, ele inventou todo o espectro de cores visíveis. Menos o cor-de-rosa... o Tom Cruise é que inventou esse.


Facto nº 14: Não existem armas de destruição maciça no Iraque. Chuck Norris vive no Oklahoma.


Facto nº 15: Chuck Norris tem um profundo e grandioso respeito pela vida humana... a não ser que esta se ponha no seu caminho.


Podem consultar todos os factos aqui. Consultem-nos, ou sentirão a fúria de Chuck Norris.

sexta-feira, outubro 05, 2007

Trailer de Sweeney Todd!



Tal como já disse, este é um dos filmes que mais anseio. E tal ansidedade é perfeitamente justificada por este trailer.
Ahh como seria bom se isto cá chegasse no Natal...

segunda-feira, outubro 01, 2007

Novo trailer de Wall-E



Lembro-me de ter visto teaser desta próxima obra da Pixar antes do magnífico "Ratatouille", e de ter pensado para mim mesmo... "Isto vai ser algo especial". É claro que... enfim, se é da Pixar, que outra coisa seria de esperar? "Wall-E", no entanto, parece verdadeiramente maravilhoso e único, diferente daquilo que este estúdio fez até agora. O novo trailer (em francês), está aqui, e apesar de não mostrar muito mais que o teaser, fez-me pensar com maior intensidade exactamente o mesmo que esse primeiro vislumbre... isto há-de ser algo especial.

E sairá no mesmo ano da próxima obra de Myiazaki, "Ponyo on the Cliff"... palpita-me que 2008 será um maravilhoso ano para o cinema de animação. Porque Myiazaki nunca desaponta. E a Pixar também não (apesar de ainda não ter visto "Cars", essa tão chamada obra menor do estúdio...).

sábado, setembro 29, 2007

E agora, algo completamente diferente




Sou um enorme fã dos Monty Python. De facto, grande parte da minha infância foi passada sentada em frente à televisão a ver as cassetes dos vários episódios e filmes deste incrível grupo que o meu pai foi gravando ao longo da sua vida. Os Monty Python fizeram algum do melhor humor que eu jamais vi, e deram-nos tais pérolas cinematográficas como "Em Busca do Cálice Sagrado" ou "O Sentido da Vida" (um filme que tem momentos de humor tão bons que existem alturas em que eu fico simplesmente parvo a olhar para o ecrã).

Foi, por isso, com algum cepticismo que entrei no Casino de Lisboa para ver "Os Melhores Sketches dos Monty Python", um espectáculo em que um elenco de luxo (Miguel Guilherme, Jorge Mourato, António Feio, Bruno Nogueira, e José Pedro Gomes) interpreta alguns dos mais conhecidos sketches deste tão famoso grupo... sketches traduzidos e adaptados à língua portuguesa. E esta ideia não me agradava muito. Se tentassem fazer algo novo a partir dos sketches, sem se manterem fiéis ao espírito Python... o espectáculo seria um fracasso. Porque, apesar de a equipa envolvida ser sem dúvida talentosa (além do elenco, Nuno Markl foi quem fez a adaptação/tradução dos sketches)... ninguém, mas ninguém, chega aos calcanhares dos Monty Python.

É, por isso, com uma enorme satisfação que digo que o especáculo é muito bom. Mesmo muito, muito bom. É, acima de tudo, uma magnífica homenagem, extremamente fiel ao espírito dos Python... havendo ainda espaço para uma ou outra piadita tipicamente portuguesa. O elenco é todo ele óptimo (fiquei, acima de tudo, impressionado com o Jorge Mourato, que me parecia ser o mais fraquito do elenco... mas que teve também ele uma performance fabulosa), as traduções/adaptações excelentes.. e é nostálgico ouvir o tema dos Monty Python a tocar por algumas vezes ao longo do espectáculo, ou até mesmo a voz do António Feio a dizer "E agora, algo totalmente diferente".

E além disso, a equipa atreveu-se mesmo a ir onde eu julguei que não se atreveriam, já que os sketches dos Python são mais longos e mais complexos que o normal... esperava que se ficassem pelos sketches mais curtos, mas chegaram mesmo a fazer aquele que eu considero um dos mais complexos, longos, e melhores sketches que os Python já fizeram: o incrível sketch d'A Piada Mortal.

Por isso, sejam ou não fãs dos Python, vão o mais rapidamente possível ver este maravilhoso espectáculo. Se forem grandes fãs, como eu, adorarão o espírito de homenagem e a fidelidade do espectáculo. Se nunca tiverem sequer ouvido falar dos Monty Python... preparem-se, porque depois disto ficarão fãs.

(E, numa nota à parte... desde quando é que a Pontinha se tornou tão famosa? É que, raios, esta localidade foi por duas vezes mencionada ao longo do espectáculo! E sendo eu um habitante da Pontinha... enfim... Obrigado, Nuno Markl! (é claro que não se referiam à Pontinha de uma forma muito elogiosa, mas paciência...))

sábado, setembro 22, 2007

Finalmente! O trailer de "Southland Tales"!

Finalmente chegou até nós o trailer da obra que marcará o regresso de Richard Kelly após a sua brilhante obra de estreia: o incrível "Donnie Darko".

O trailer é magnífico e, digam o que disserem acerca do elenco, este ainda há-de ser um dos filmes do ano.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Adeus, Premiere




Foi irónico a simultanemanete triste que hoje, o dia em que comprei finalmente a edição de Setembro (que já me escapava à muito), tenha sido também a triste data da revelação de um enorme vazio que nasce agora na imprensa portuguesa: a "Premiere" deixará de ser publicada em Portugal, sendo a edição de Outubro a última da revista.

Longe de ser uma revista perfeita, a "Premiere" era ainda assim a única publicação inteiramente dedicada à Sétima Arte do mercado português. Gostemos ou não da revista (eu, pessoalmente, era um comprador assíduo), existe agora um vazio. Um triste vazio não só na nossa imprensa, mas também no actual panorama cinematográfico português.

Esperemos que surja em breve uma outra publicação capaz de ocupar o vazio que agora existe. Uma publicação que consiga talvez até mesmo superar a "Premiere". Quem sabe... talvez uma nova publicação feita por esta geração cinéfila que existe agora na blogoesfera portuguesa, e que já é ela própria como uma enorme e gigantesca "Premiere" online, feita por centenas de colaboradores...

Vou agora continuar a saborear lentamente esta edição de Setembro, sabendo que de Outubro será a última... a última "A Guerra das Estrelas", o último "Os Dias de Criswell"...

A última edição de uma revista que, para o melhor e para o pior, era inegavelmente um pedaço significativo do universo cinéfilo português.

Podem ler aqui o comunicado/despedida de José Vieira Mendes.