quarta-feira, agosto 27, 2008

Começou



Começou a 65ª edição do Festivel de Veneza. De entre todos os filmes em competição, dois deles em particular sigo com muita atenção: "The Wrestler", de Darren Aronofsky; e "Ponyo on the Cliff", de Hayao Miyazaki. Dois filmes que muito anseio. Estou extremamente curioso para ver que recepção recebem neste festival.

sábado, agosto 23, 2008

Eu já me fartei...



Mas é que já me fartei mesmo... Este novo "capítulo" é apenas símbolo daquilo que já todos nós sabemos: o pobre do George Lucas nada mais sabe fazer que espremer dinheiro das sagas que o fizeram famoso. Muito bem, realizou esta trilogia de prequelas... o episódio I foi mau, o episódio II até apreciável, e o episódio III foi de facto excelente. Nada há mais a contar. Nada há mais a acrescentar à história. Foram seis filmes. SEIS. Ao longo de... sei lá, trinta anos. TRINTA. Creio que está na altura de pôr um ponto final.

Mas não... mais um "capítulo" à saga da minha infância que via e revia em VHS com seis anos. Mais uma tentativa desesperada do criador para espremer dinheiro do que resta da sua criação. Isto... uma série de televisão...

Mas este post é desnecessário. Devo estar errado. The Clone Wars está em terceiro lugar no box office americano. Dará provavelmente bastante lucro (ainda que não saiba o orçamento do filme... deve ser pouco imagino... pelo menos do que se vê do filme é o que parece...), e os fãs parece que vão ver ao cinema este novo"capítulo".

Mas eu sou um fã. E não vou ver este filme ao cinema.

Porque, muito sinceramente, já não me ralo com o que é que raio aconteceu há muito tempo atrás nessa galáxia distante.

É que já nem é o John Williams a fazer a banda-sonora pelo amor de Deus!!

quinta-feira, agosto 21, 2008

Heróis






Ouro para Nélson Évora, Prata para Vanessa Fernandes, e 4º lugar para Gustavo Lima (que desistiu... farto, e com razão imagino).

Foram os melhores, mas outros obteram belas classificações... e outros foram ali parece que mesmo só para passear...

Certamente farei um post com o mesmo título nos Jogos Paraolímpicos. Certamente com mais fotos.

terça-feira, agosto 19, 2008

Cinema puro



Wall-E é não só um dos melhores filmes do ano, como também o melhor filme da Pixar, e o melhor filme de animação digital que o mundo já viu... e, possivelmente, um dos melhores filmes de animação que jamais foram feitos. E ponto final.

A Pixar tem aqui o seu filme mais ambicioso e mais único. De facto, Wall-E é um filme nada comum... o diálogo é pouco, e a história é contada acima de tudo pelas (maravilhosas) imagens que passam no ecrã. Isto é, pois, Cinema em estado puro e cru. Uma fábula intemporal (nesse sentido, herdeira do espírito Disney), que comove e toca o espectador com a sua inocência e, acima de tudo, a sua magia.

Em Wall-E a Pixar tem simplesmente a melhor personagem que jamais criou. O robô é... bem, é adorável. É a representação de um espírito inocente e humano em corpo de robô que apenas quer amar e ser amado. Cada movimento, cada som de Wall-E é perfeito a criação da personagem, e é impossível ao espectador não sentir um forte ligação com esta personagem que, ao longo de todo o filme, apenas diz praticamente o seu nome e o da sua amada (EVE) em pequenos sons robóticos.

Visualmente é, como seria de esperar, espectacular. O melhor que a Pixar fez até agora. É uma verdadeira pérola visual, nas suas personagens (espectacularmente bem criados, os robôs) e no seu mundo (uma Terra deserta e coberta em lixo).

E existe a moral, a mensagem do filme. Porque, no final de contas, o mundo que vemos em Wall-E pode estar mais perto do que desejaríamos. A importância do filme é inegável, não só em termos artísticos, mas também em termos de relevância política e social. E é talvez nessa dimensão que o filme mais surpreende.


Wall-E é mágico. É um filme repleto de uma inocência, uma magia como apenas a Pixar sabe fazer. Como muito raramente se vê no Cinema. É intemporal, uma verdadeira fábula para miúdos e graúdos.

É, simplesmente, Cinema na sua mais bela das formas.

segunda-feira, agosto 18, 2008

A minha segunda casa

Shadowplay.

Um local onde colaborarei na escrita sobre a minha outra arte predilecta: música.

Espero ver-vos lá.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Férias!

Vou agora para o mais paradisíaco destino que alguém jamais poderia desejar... sim, vou para o Algarve. Estarei incontactável, afastado da civilização (leia-se, sem net). Volto daqui a duas semanas.

Por isso, até breve, e bons filmes!

quinta-feira, julho 31, 2008

Grandes Videoclips II

Fell in love with a girl, dos White Stripes. Videoclip realizado por Michel Gondry.





Videoclip absolutamente clássico, muito ao estilo de Gondry, que adora recorrer ao estilo frame-by-frame... desta vez com lego. Foi, creio, dos videoclips que mais introduziu os White Stripes ao mundo, ainda que tenha sido de um single do seu já terceiro álbum. Não sou grande fã da banda, apenas admirador do estilo visual de Gondry, que aqui assinou um dos seus melhores trabalhos como realizador de videoclips (e, diga-se de passagem, o homem como cineasta também não se safa nada mal...).

quinta-feira, julho 24, 2008

Confirma-se. Obra-Prima.



Não gostei de "Batman Begins". O início prometia muito mas depois o filme banalizava-se completamente após a primeia meia-hora. Banal em todos os aspectos, e não me convenceu nada. E no geral, Nolan nunca me convenceu muito como cineasta (não, não gostei muito do "Memento"). Fui por isso ver "The Dark Knight" sem esperar nada de especial... apenas um bom filme, com uma ou outra boa interpretação. As minhas expectativas estavam longe das que rodearam o filme antes da sua estreia, impermeáveis à excelente recepção que teve da crítica e do público (feito raro, hoje em dia...). E foi com baixas expectativas que entrei na praticamente cheia sala de cinema.

Mas "The Dark Knight" é bom. É mesmo muito bom.

E o que é "The Dark Knight"? Bem... é, acima de tudo, um enorme policial. De facto, este é um filme que redifine tanto o conceito de blockbuster como o de filme de super-herói. As cenas de acção são realistas e controladas (mas excelentes... há ali perseguições e lutas corpo-a-corpo fabulosas), e os efeitos-visuais são (pelo menos que eu tenha reparado) raros. O que interessa então em "The Dark Knight"? As cenas de acção? O sentido de humor? Não. O que interessa é as personagens e a história em si.

De facto, este é, como já disse, um grande policial. Todas as personagens estão brilhantemente construídas, todas elas com a sua própria profundidade, com o seu próprio papel a desempenhar na história. E o filme respeita isso, nunca as menosprezando ou ignorando. São personatgens com as quais nos preocupamos, com uma densidade dramática que é, pura e simplesment, inigualável em qualquer outro filme do género.

O elenco faz todo ele um trabalho notável, e é uma delícia ver a forma como as personagens (logo, também os actores) interagem umas com as outras. Gary Oldman está... igual a si mesmo, Bale parece mais seguro de si no papel de Batman, Aaron Eckhart impressiona como Harvey Dent (e, de facto, a história da sua personagem é a mais moralmente poderosa e impressionante de todo o filme), e Heath Ledger está... grandioso e perturbante como Joker. A personagem de Ledger não tem tanto tempo de antena como seria de esperar (exactamente o tempo necessário ao filme e à sua história), mas a sua interpretação é absolutamente espectacular. Bem merece o reconhecimento que tem vindo a ter.

Este é um filme complexo, que desmistifica e humaniza o conceito de herói. É esta complexidade moral que faz o filme tão importante, tão redifinidor do género a que pertence. As personagens têm uma carga dramática inesperada, e as suas escolhas movem uma história de uma profundidade absolutamente notável.

Este é simplesmente um grande policial, em que o mais importante é a história e as personagens, em que o bem e o mal existem numa dimensão ambígua e em que o herói é símbolo de sacríficio e perda necessária, em que os bons (conceito ambíguo...) fazem o que podem no meio de tramas políticas e mafiosas, em que tudo ocorre num universo realista e denso... na cidade realista e enome que é Gotham... tal realismo e densidade é algo único, antes nunca visto nesta dimensão em qualquer outra adaptação de um comic. "The Dark Knight" redifine, melhora, e abre novos horizontes.


Christopher Nolan já me convenceu.


Será dos melhores filmes do ano.

sábado, julho 19, 2008

Os Músicos de Manchester



"Joy Division", de Grant Gee, é um notável documentário sobre aquela que foi uma das mais influentes (e, na minha opinião, melhores) bandas dos anos 80. Entrevistando os membros que restam da banda (que formaram depois os também muito conhecidos "New Order"), revisitar a cidade que viu a banda nascer (Mancheste dos anos 70), mostrar o percurso da banda, Gee cria um documentário com um verdadeiro pode emocional e narrativo. De facto, toda a influência e toda a qualidade dos Joy Division é aqui revelada, num documentário que mostra não só a banda em si, mas também a sua relevência social... de facto, "Joy Division" é não só sobre a banda que dá o título ao filme, mas também sobre a própria indústria musical da altura, e na forma como a banda se contextualizava dentro da mesma.

Não idolatra, apenas humaniza (tal como "Control"... de facto, este documentário e o filme de Corbijn complementam-se), informa... tudo isso de forma perfeita, visualmente (é um estilo único dentro do género) e sonoramente (ouvir aquelas músicas no cinema...) impressionante. É um documentário talvez tão importante como a banda em si. Imperdível não só para os fãs da banda, mas também para os fãs de música em geral. Ou seja, é para todos. E mostra, de facto, que o legado dos Joy Division se mantém (digam lá se aquele momento com a intersecção entre os New Order e os Joy Division não comove...).


É o melhor documentário que jamais poderiam ser feito sobre os Joy Division, e um exemplo a seguir para os filmes do género.

sexta-feira, julho 18, 2008

Se tiver nem que seja um terço da qualidade do comic...



Trailer da adaptação cinematográfica de "Watchmen", frequentemente considerada a melhor BD de todos os tempos... não sei se o é de facto, mas é de longe das mais grandiosas obras literárias (raios, das mais grandiosas obras artísticas!) que os meus olhos (e restantes sentidos) já viram. Arrebatador em todos os sentidos, é algo que deve ser lido por absolutamente todos. E um murro na face daqueles que acreditam que a BD não é arte...

Não gostei de "300", mas esta adaptação de "Watchmen" parece ser, no mínimo, francamente interessante. Não peço uma adaptaçao digna... apenas peço um bom filme.

E isso, pelo trailer, parece que talvez venhamos mesmo a ter...

quinta-feira, julho 10, 2008

Estive aqui, e foi incrível...

O dia 6 de Junho foi memorável por todos os concertos... mas nenhuma banda igualou os grandes senhores do rock que são os Muse, que me proporcionaram das mais espectaculares experiências que jamais tive até hoje. Indescritível.
Mas como eu adoraria, oh como eu adoraria, ter estado aqui...


Mas será que esta gente não podia fazer os bilhetes mais baratos...? Enfim, ainda os terei de ir ver a Guimarães...

segunda-feira, julho 07, 2008

O Coração da Imagem



Nunca houve nada como Speed Racer. É provável que jamais voltará a haver algo como Speed Racer. Os irmãos Wachowski fizeram aqui algo de verdadeiramente incrível, um filme único, uma verdadeira delícia visual, que prende o espectador do início ao fim com as suas constantes imagens em movimento, de uma energia e espectacularidade verdadeiramente notável. Mas aquilo que é talvez o mais notável em Speed Racer, aquilo que o torna o grande filme que é (será provavelmente dos melhores que verei este ano), é o facto de visualmente ser incrível, sim... mas a história tem um coração enorme. A corrida final tanto delicia os olhos como coloca o espectador a torcer pelo herói, comovendo-o com a sua história e as suas personagens. O visual é incrível, sim... mas também o é o coração desta maravilhosa história sobre a importância da família, o poder da arte acima da indústria, e a descoberta de objectivo pela qual passam todos os jovens. As suas personagens não sao simples "objectos", simples dispositivos feitos para dar uma história a um filme ao qual só interesa o visual. Aqui as personagens são, de facto, personagens... com profundidade, humanidade... e o visual do filme alia-se ao coração da história. Completam-se.

Speed Racer é, pois, tecnicamente magnífico (desde o bom trabalho de Hirsch até à bela banda-sonora de Giacchino), único (confirmação da mente visionária dos Wachowski... já mencionei que sou dos poucos que adorou toda a trilogia Matrix?), tem um grande e belo coração e é, quanto a mim, dos filmes que mais recordarei com afecto quando este ano cinematográfico tiver passado. Não sei se será o melhor blockbuster do ano (veremos no final do Verão... e ainda vamos ter o Wall-E...), mas será sem dúvida, no mínimo dos mínimos, o mais único e o mais ambicioso.

domingo, julho 06, 2008

Nunca mais estreia...


sexta-feira, junho 27, 2008

Como deveria ter sido (ou não...) I

Não têm de ser necessariamente finais alternativos verdadeiros... apenas têm de ser muito, muito bons... ou muito cómicos.

Final alternativo de Silence of the Lambs:






Mais "alegre", não haja dúvida.

domingo, junho 08, 2008

Pausa

Peço desculpa por não ter escrito nada ultimamente, mas o tempo não tem sido muito. E agora, com a aproximação dos exames, será ainda menor. Farei uma pausa nas próximas semanas no Cinefolia, e voltarei depois de realizadas as provas que irão definir a minha entrada (ou não-entrada) na faculdade de cinema.
Por agora, deixo-vos aqui um dos melhores momentos da noite de sexta que foi, para mim, uma das melhores que jamais tive.



Concerto incrível.

Até já!

quinta-feira, maio 08, 2008

"Existence... what does it matter? The past is now part of my future, the present is well out of hand"



Não costumo comprar DVDs de filmes que ainda não vi. É sempre um risco. Os DVDs não são baratos, e se no final o filme não for assim tão bom... acaba por ter sido um desperdício de dinheiro. Tento fazer isso apenas com filmes com uma certa relevância cinematográfica, ou que a mim, pessoalmente, me interessam particularmente.

A compra de "Control" foi, pois, um impulso. Já tinha ouvido falar muito bem do filme, e fiquei com pena de o ter perdido no cinema, mas não planeava comprá-lo... 20 e tal euros por uma edição especial de um filme que não tinha visto? Enfim...
Mas comprei-o. Pouco ou nada conhecia dos Joy Division, e como amante de música já há algum tempo que os queria começar a conhecer melhor. Isso aliado à boa recepção que o filme teve fez com que acabasse por comprar o DVD.

E ainda bem que o fiz, porque "Control é um filme absolutamente brilhante. Muito mais que um simples biopic, é acima de tudo a fascinante história de um jovem e da forma como o controlo da sua própria vida lhe escapa, lavando-o numa espiral de dor. É história de Ian Curtis, o vocalista de uma das bandas mais influentes dos anos 80? Sim. Mas é também muito mais que isso.

O preto-e-branco é magnífico, dando ao filme uma melancolia que cria na perfeição o tom perfeito para a história. E em termos visuais, acaba por ter uma inegável beleza. E filmes a preto-e-branco hoje em dia são raros...

As interpretações são todas elas óptimas. Samantha Morton (como Deborah Curtis) e Sam Riley (protagonista, como Ian Curtis... e que excelente papel que o rapaz faz...) são espectaculares, a realização é notável (é o primeiro filme de Anton Corbijn, realizador de videoclips/fotógrafo que já trabalhou com algumas das mais importantes bandas da música... incluindo os Joy Division), e é simplesmente um filme que não falha em nenhum aspecto.

E há a banda-sonora. Como disse, pouco ou nada conhecia dos Joy Division. Mas agora sou fã. As músicas em si são óptimas, e a forma como foram usadas no filme é impressionante (a "Atmosphere"...), e quando este acabou, já era um admirador. Tanto a história da banda e do seu vocalista (Ian Curtis é fascinante...) como a própria música que faziam é incrível.

"Control" converterá qualquer um a fã dos Joy Division. Mas é muito mais que isso. Muito mais que um biopic. Não mostra Ian Curtis como um ídolo, ou como um ícone. Mostra-o tal e qual como este foi: um jovem com graves problemas, cuja vida culminou num fim trágico.

"Control" comove. Comove muito.

É uma Obra-Prima. E das melhores compras que fiz nos últimos tempos! Nem esperava que fosse tão bom...

Anseio agora pelo próximo filme de Anton Corbijn.


E como fã dos The Killers, um destaque para a excelente cover que fizeram de "Shadowplay". Corbijn gostou tanto que a usou nos créditos finais, dando ao filme no final um certo simbolismo, no qual o presente e o passado chocam: a influência dos Joy Division permanece. E sem dúvida permanecerá por muito mais tempo.

quarta-feira, abril 30, 2008

"I need the old Blade Runner. I need your magic"




Há certos filmes que, quando vistos numa sala de cinema, são uma experiência verdadeiramente mágica. Filmes que estimulam tanto a vista como o coração, que crescem e penetram no espectador quando vistos naquele grande ecrã.
Ver "Blade Runner" numa sala de cinema foi, de facto, uma experiência espectacular. Das melhores que jamais tive (juntamente com o "The Fountain", "Citizen Kane", e "Os Sete Samurais", entre outros). Vi-o pela primeira vez num VHS de qualidade duvidosa, na versão Director's Cut, e adorei. Agora, visto numa sala de cinema, adoro-o ainda mais. Não ficou um filme melhor (não notei assim tantas mudanças, neste "The Final Cut"), apenas o experienciei de forma diferente. E apercebo-me agora, mais que nunca, da forma incrível como a sua qualidade perdurou ao longo do tempo. Continua uma Obra-Prima.
E será, para sempre, uma Obra-Prima. Jamais haverá algo igual. Jamais será um filme esquecido... jamais será como "todos aqueles momentos, perdidos no tempo... como lágrimas na chuva" (dos melhores momentos cinematográficos que jamais vi até hoje).
Uma experiência simplesmente espectacular, e é inadmíssivel que exista apenas UMA cópia para todo o país.

quarta-feira, abril 23, 2008

Ficção-Científica no seu melhor



"Ghost in the Shell" é considerado um clássico da animação japonesa (a anime). Foi, de facto, um dos filmes que mais ajudou a espalhar o fenómeno pelo mundo, ajudando a criar uma legião de fãs a este particular estilo de arte. Mas "Ghost in the Shell", de Mamoru Oshii (que também realizou "Avalon" um daqueles filmes que podemos chamar de "falhanço honrado e interessante") é, não só um clássico do anime, como também um clássico da Ficção-Científica cinematográfica. De facto, as suas personagens bem construídas e as suas ideias (filosóficas, como os japoneses bem nos habituaram) aliados a um estilo visual espectacular (pareceu-me por vezes bastante inspirado no "Blade Runner"... e é óbvio que "The Matrix" retirou daqui muita inspiração) criam uma obra verdadeiramente única e espectacular. Até me atrevo a dizer que é uma Obra-Prima (é que o raio do filme é mesmo bom!). Todo o universo criado é fabuloso, mas é a sua alma (as personagens, as ideias contidas na história, toda a trama...) que fazem de "Ghost in the Shell" um verdadeiro clássico. Datado de 1995, foi lançado nos Estados Unidos em 1996 nos cinemas, numa tentativa de captar a atenção das pessoas para o anime. Nos cinemas foi um pequeno fracasso, mas em DVD ganhou uma legião de fãs.

Além do filme, existe ainda a série (o filme e a série decorrem no mesmo universo, mas têm histórias diferentes... ou seja, é perfeitamente possível apreciar o filme sem ver a série (tal como eu fiz), tal como é perfeitamente possível apreciar a série sem ver o filme (ou filmes, já que existe uma sequela...)), que dura já há alguns anos e que tem um sucesso internacional enorme (por cá passou não há muito tempo na Sic Radical).

"Ghost in the Shell" é um clássico do cinema de Ficção-Científica, e deve ser visto como tal. E cimentou ainda mais a minha admiração pela arte que é o anime.

É simplesmente Ficção-Científica no seu melhor.

sábado, abril 19, 2008

Instalem-se, sintam-se à vontade, mas tentem não deixar pipocas no chão.



E aqui vem um bocadito de publicidade que, desde que em boas doses e justificada, também não faz mal a ninguém.

Inaugurado recentemente, Fila-Jota é um novo site sobre cinema. E... enfim, deixo aqui o texto de apresentação do Renato Carreira, o criador:

"Fila-jota.com é um projecto que se assume como uma nova abordagem virtual ao mundo do cinema, assente na apreciação rigorosa, isenta e esclarecida dos filmes em cartaz e dos lançamentos em DVD, feita por quem gosta de cinema e destinada a quem gosta de cinema. Sem preconceitos, sem discriminação a priori de géneros, actores e realizadores e sem altivez intelectual. A todos os leitores, as nossas boas-vindas. Instalem-se, sintam-se à vontade, mas tentem não deixar pipocas no chão."

Visitem, instalem-se...

Eu próprio faço parte da equipa de colaboradores (olha! Ali estou eu!), e dou assim as boas-vindas a este site à comunidade cinéfila... e, já agora, agradeço o convite para me juntar à equipa.

Parte do que escrevo aqui (o que se puder aproveitar...) será, pois, também publicado no site... existindo obviamente um ou outro texto/trabalho que farei de propósito para Fila-Jota, e um ou outro texto/trabalho que farei de propósito para o Cinefolia.

"Instalem-se, sintam-se à vontade, mas tentem não deixar pipocas no chão."