«Tesouro encalhado» mantém-se líder nas salas portuguesas

"Ghost in the Shell" é considerado um clássico da animação japonesa (a anime). Foi, de facto, um dos filmes que mais ajudou a espalhar o fenómeno pelo mundo, ajudando a criar uma legião de fãs a este particular estilo de arte. Mas "Ghost in the Shell", de Mamoru Oshii (que também realizou "Avalon" um daqueles filmes que podemos chamar de "falhanço honrado e interessante") é, não só um clássico do anime, como também um clássico da Ficção-Científica cinematográfica. De facto, as suas personagens bem construídas e as suas ideias (filosóficas, como os japoneses bem nos habituaram) aliados a um estilo visual espectacular (pareceu-me por vezes bastante inspirado no "Blade Runner"... e é óbvio que "The Matrix" retirou daqui muita inspiração) criam uma obra verdadeiramente única e espectacular. Até me atrevo a dizer que é uma Obra-Prima (é que o raio do filme é mesmo bom!). Todo o universo criado é fabuloso, mas é a sua alma (as personagens, as ideias contidas na história, toda a trama...) que fazem de "Ghost in the Shell" um verdadeiro clássico. Datado de 1995, foi lançado nos Estados Unidos em 1996 nos cinemas, numa tentativa de captar a atenção das pessoas para o anime. Nos cinemas foi um pequeno fracasso, mas em DVD ganhou uma legião de fãs.
Além do filme, existe ainda a série (o filme e a série decorrem no mesmo universo, mas têm histórias diferentes... ou seja, é perfeitamente possível apreciar o filme sem ver a série (tal como eu fiz), tal como é perfeitamente possível apreciar a série sem ver o filme (ou filmes, já que existe uma sequela...)), que dura já há alguns anos e que tem um sucesso internacional enorme (por cá passou não há muito tempo na Sic Radical).
"Ghost in the Shell" é um clássico do cinema de Ficção-Científica, e deve ser visto como tal. E cimentou ainda mais a minha admiração pela arte que é o anime.
É simplesmente Ficção-Científica no seu melhor.
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Gonçalo Trindade
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E aqui vem um bocadito de publicidade que, desde que em boas doses e justificada, também não faz mal a ninguém.
Inaugurado recentemente, Fila-Jota é um novo site sobre cinema. E... enfim, deixo aqui o texto de apresentação do Renato Carreira, o criador:
"Fila-jota.com é um projecto que se assume como uma nova abordagem virtual ao mundo do cinema, assente na apreciação rigorosa, isenta e esclarecida dos filmes em cartaz e dos lançamentos em DVD, feita por quem gosta de cinema e destinada a quem gosta de cinema. Sem preconceitos, sem discriminação a priori de géneros, actores e realizadores e sem altivez intelectual. A todos os leitores, as nossas boas-vindas. Instalem-se, sintam-se à vontade, mas tentem não deixar pipocas no chão."
Visitem, instalem-se...
Eu próprio faço parte da equipa de colaboradores (olha! Ali estou eu!), e dou assim as boas-vindas a este site à comunidade cinéfila... e, já agora, agradeço o convite para me juntar à equipa.
Parte do que escrevo aqui (o que se puder aproveitar...) será, pois, também publicado no site... existindo obviamente um ou outro texto/trabalho que farei de propósito para Fila-Jota, e um ou outro texto/trabalho que farei de propósito para o Cinefolia.
"Instalem-se, sintam-se à vontade, mas tentem não deixar pipocas no chão."
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Gonçalo Trindade
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E mais uma vez (e eu que o diga, que tenho aqui a colecção Tarkovsky...), obrigado à distribuidora Midas!
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Porque existem por aí videoclips que são autênticos grandes pequenos filmes, e porque existem por aì grandes realizadores a fazerem pequenos grandes videoclips... e porque era isso que o Michael Bay devia estar a fazer em vez de estar no cinema... e porque nada mais me agradaria do que falar de música de vez em quando neste meu espaço.
Inicio esta pequena rubrica com um videoclip cujo valor cinematográfico é inegável: o videoclip de "Bones", dos The Killers. E o seu valor cinematográfico é inegável porque quem o realizou foi nada mais nada menos que o grande... Tim Burton. E nota-se o seu estilo, quer seja nos ossos do guitarrista ou nos esqueletos em câmara lenta. Um excelente videoclip para uma excelente música, e aproveito para aqui proclamar a minha adoração pelo muitas vezes odiado álbum do qual esta música foi retirada: "Sam's Town", o segundo álbum dos The Killers, uma banda da qual sou um enorme admirador, e cujo segundo álbum demonstra um enorme salto de maturidade e criatividade em relação ao seu primeiro trabalho, o também excelente "Hot Fuss".
"Bones". Música dos The Killers, videoclip realizado por Tim Burton.
The Killers - Bones
Colocado por toma-uno
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Gonçalo Trindade
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Chocante e triste...
Tinha 28 anos e uma carreira que estava agora a atingir o auge. Poderá ter sido uma overdose de comprimidos para dormir acidental, já que Ledger sofria de insónias já há algum tempo.
O seu trabalho como Joker era um dos papéis que mais ansiava (e anseio) ver, e "Brokeback Mountain" revelou um potencial enorme. Esperava que Ledger crescesse mais, se tornasse num actor verdadeiramente portentoso. O seu potencial, o seu talento em bruto era enorme. Mas nunca veremos o amadurecimento deste actor, deste jovem, cuja carreira estava agora a atingir o auge. A sua escolha de papéis a interpretar revelava uma coragem digna de um grande actor, e tinha um futuro promissor à sua frente. Mas nunca veremos isso.
Morreu quando ainda tinha tanto para dar... não só a nós, cinéfilos, mas também à família e amigos. Era jovem. Tão jovem...
Que descanse em paz.
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Gonçalo Trindade
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Será lançado em breve (ou se calhar até já foi lançado e eu é que não me mantenho informado...) o iPhone, o telemóvel da Apple. Esse belo dispositivo permitirá, entre outras coisas, ver filmes no telemóvel. Algo inovador, sem dúvida. Mas... que pensará o nosso David Lynch acerca disto? Ora vejamos...
Tenho a certeza que a Apple também te adora, David! Raios, este homem é mesmo um espectáculo...
Eu, pessoalmente, tenho de concordar. É claro que se estivermos num longo voo de três horas e desejarmos ver o Magnolia pela enésima vez... está bem, aceita-se. Apenas porque é a enésima vez. Mas um filme (qualquer filme, seja ele um drama ou uma comédia romântica) deve ser visto pela primeira vez em condições minimamente aceitáveis... condições essas que um simples ecrã de telemóvel não consegue providenciar.
E vocês, o que acham?
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Gonçalo Trindade
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Imagem de "O Castelo Andante", um filme que é todo ele sobre a perda dos medos infantis e a chegada à maturidade
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Gonçalo Trindade
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Gonçalo Trindade
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10-

Zodiac, de David Fincher
Um thriller magnificamente construído e profundamente envolvente como só Fincher consegue fazer. As interpretações são todas elas óptimas, e Fincher consegue na perfeição contar a história não do assassino, mas sim de um trio de personagens e da sua obcessão pela descoberta da identidade de um criminoso. Ambicioso e épico em termos humanos (na forma como aprofunda as suas personagens) e técnicos (na forma como retrata um longo período de tempo e os seus locais, dando uso a um brilhante e subtil uso de CGI).
9-
Paranoid Park, de Gus Van Sant
Falta-lhe talvez o poder do tema e na história geral de "Elephant", mas é sem sombra de dúvida um filme absolutamente soberbo. Van Sant atinge aqui um novo nível, revelando estar sobre controlo absoluto da sua arte, conseguindo criar momentos audiovisuais absolutamente notáveis. Mas o mais importante é sem dúvida a personagem principal e a sua história, e Van Sant consegue (mais uma vez) fazer um tocante retrato de uma geração, e daquilo que é ser um jovem.
8-


Ratatouille, de Brad Bird
Um filme de animação absolutamente maravilhoso. Seja na sua comédia fisica, no esplendor visual, ou no seu argumento acima do esperado no género (mesmo vindo da Pixar...), Ratatouille é um triunfo a todos os níveis, um filme de hoje que relembra curiosamente os filmes do passado. Sente-se aqui um espírito à la Disney, apenas actualizado ao cinema de animação de hoje, com um argumento complexo (será possível não nos matavilharmos com aquele crítico gastronómico?) e um estilo visual belíssimo. Um filme que coloca um enorme sorriso na cara e no espírito de qualquer um.
6-

Death Proof, de Quentin Tarantino
O filme Z de Tarantino. Uma homenagem a um género que o inspirou. "Death Proof" é o filme Z do presente, mantendo o espírito clássico característico do género. Temos aqui telemóveis, perseguições de carro mais elaboradas (e que espectacular que é aquela perseguição final!!), e... Kurt Russel. Além desta temática, Death Proof é um divertimento nostálgico espectacular... de todas as minhas idas ao cinema, esta foi sem dúvida uma das que mais divertiu (com aquele final...). Talvez não seja o melhor de Tarantino, mas dos seus filmes é sem dúvida o que mais entretém. Entretenimento feito por cinéfilos (Tarantino), para cinéfilos
5-


Eastern Promises, de David Cronenberg
Cronenberg não desilude. Depois dos também óptimos "A History of Violence" e "Spider", Cronenberg mantémo seu cinema impregnado numa violência tão física quanto psicológica. Esta é, pois, uma interessantíssima fase do realizador, que parece afastar-se de robôs e homens que se transformam em moscas gigantes para se concentrar em universos mais... reais. Podemos identificar em "Eastern Promises" a violência que sempre existiu na filmografia do realizador, mas uma violência mais humana e realista. Cronenberg transporta-nos pelo universo da máfia russa de Londres, criando personagens que nunca são o que parecem, levando-nos pelas suas várias camadas. Viggo Mortensen tem uma interpretação poderosíssima, encarnando e emergindo-se a si mesmo na sua personagem. A violência e intensidade de um mundo como apenas Cronenberg consegue retratar... particularmente neste caso, quando este mundo está tão perto do nosso. Pois"Eastern Promises" é, acima de tudo (por entre a violência e intensidade), um filme profundamente humano. E tem aquela que é talvez uma das mais intensas cenas que jamais vi numa sala de cinema.
3-

Redacted, de Brian De Palma
Com toda a nova tecnologia e meios de comunicação desta nova era, De Palma revela um nova forma de fazer cinema. Redacted é cinema experimental no seu melhor, esteticamente espectacular... e é ainda um filme emocionalmente poderosíssimo, sendo um profundo estudo da natureza humana e da actual sociedade. É um filme anti-guerra, sim, mas é, acima disso, um filme pró-verdade.
2-

Letters from Iwo Jima, de Clint Eastwood
Eastwood é um cineasta grandioso, sendo (juntamente com Scorsese, entre poucos outros) um dos grandes cineastas clássicos do cinema actual. Eastwood é um contador de histórias fascinado com as personagens da história que está a relatar, e a dimensão humana de "Letters from Iwo Jima" é arrebatadora. Esta é uma obra-prima que nos toca verdadeiramente no âmago, um filme poderosíssimo, que nos revela (juntamente com "Flags of Our Fathers"), a verdadeira dimensão daquilo que é uma guerra.
1-

The Fountain, de Darren Aronofsky
Oh vá lá... quem é que já não estava à espera desta? Aqueles que costumam ler este blogue já sabem há meses que filme ocuparia este lugar no meu top de 2007. Com uma larga vantagem sobre os restantes filmes do top, "The Fountain" é, pura e simplesmente, um dos grandes filmes da minha (ainda curta, e por isso é que odeio dizer isto... mas é mesmo...) vida. Visionário, emocionalmente e visualmente arrebatador, uma experiência sensorial... este é, de longe, o meu filme preferido de 2007.
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Gonçalo Trindade
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17:37
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Por motivos técnicos (o PC enlouqueceu!!), farei uma pequena pausa no Cinefolia. Uma chatice, já que tinha aqui uma bela ideia para um post que terá de ficar adiada... enfim. Irritante pausa inesperada...
Regressarei o mais rapidamente possível (com qualquer coisa acerca da minha primeira curta-metragem (que por acaso parece que não vai ficar assim tão curta) e da bela experiência que tem sido), com problemas técnicos resolvidos e um PC um pouco mais calmo.
E agora... DESEJO-VOS A TODOS UM BELO E PRÓSPERO ANO NOVO!! (peço desculpa pelo caps, mas devido às questões técnicas previamente mencionadas, não consigo modificar em nada o formato da escrita).
/inserir aqui uma qualquer imagem agradável de carácter cinematográfico que transmita de qualquer forma a mensagem mencionada em cima (pois... também não consigo colocar imagens...)
BOM 2008 A TODOS, E ATÉ BREVE!!
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Gonçalo Trindade
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20:47
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E que recebam belas prendas de alto calibre cinematográfico (olhem que o Blade Runner e a colecção Stanley Kubrick já estão à venda...)!
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Gonçalo Trindade
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Gonçalo Trindade
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